Pressão alta: IECAC ensina a medir e lança ambulatório com atendimento
Publicada em 27 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Pressão alta às vezes chega feito luz do painel: você nota, mas só vira cuidado de verdade quando alguém te guia no passo a passo. Nesta quarta-feira (27/5), o IECAC colocou essa orientação dentro da rotina de quem procura a unidade, começando por medir e terminando com encaminhamento quando o caso pede.
A ação de prevenção e combate à hipertensão reuniu médicos residentes e equipes multiprofissionais para fazer aferição de pressão arterial (a medição da pressão, feita com aparelho) e avaliação nutricional. Também houve bioimpedância (um exame que estima a composição corporal, como a distribuição de massa no corpo) e orientações sobre alimentação saudável e estilo de vida.
O objetivo era unir informação e prática. Por isso, a equipe aplicou um quiz educativo para aproximar pacientes e funcionários do tema e deixar claro por que o acompanhamento pesa quando a pressão começa a preocupar.
O que muda na prática
Na prática, a campanha funcionou como um “roteiro de volta” para o autocuidado: medir, entender e, se houver necessidade, seguir para a avaliação certa.
- Atendimento no mesmo fluxo: aferição de pressão, avaliação nutricional e bioimpedância
- Educação com acompanhamento: quiz e orientações sobre riscos e tratamento contínuo
- Encaminhamento quando necessário: avaliação oftalmológica com exame de fundo de olho
- Trabalho em equipe: participação de médicos residentes e equipes multiprofissionais
No IECAC, unidade da Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ), gerida pela Fundação Saúde, pacientes identificados com necessidade de seguimento especializado foram encaminhados para avaliação oftalmológica, com fundo de olho.
A nutricionista Natália Mação destacou que a proposta foi reforçar o autocuidado e a prevenção, levando orientações sobre alimentação e hábitos para pacientes e funcionários.
Quem participou levou a conversa para o mundo real. A aposentada Sônia Seabra, de 62 anos, moradora de Maricá, disse que teve contato com problemas cardíacos após constatar pressão alta e aproveitou as orientações na unidade. Já Maria Soares do Nascimento, de 71 anos, relatou que a alimentação interfere na pressão e que segue acompanhamento no IECAC há uma década.
No atendimento, a fisioterapeuta Bianca Azevedo, funcionária do IECAC desde 2015, realizou a bioimpedância e reforçou que prevenção envolve alimentação, atividade física e uso correto da medicação. Durante a campanha, houve apoio da nutricionista Rebeca Godinho.
E o “novo capítulo” veio junto: a ação atendeu mais de 100 pessoas no ambulatório inaugurado esta semana, instalado no térreo. O espaço tem sete salas climatizadas, integradas à estrutura assistencial do hospital, voltado ao cuidado de pacientes com cardiopatia congênita, arritmia, hipertensão severa e cardiopediatria, além de exames e procedimentos.
De acordo com o diretor-geral do instituto, Rossi Murilo, a modernização busca um modelo assistencial mais eficiente, seguro e humanizado, com crescimento compatível com a capacidade operacional do IECAC.
E daí pra mim: se a pressão apareceu alta no seu dia, a campanha mostra que o caminho mais direto é medir, entender o que significa e, quando for preciso, seguir com avaliação especializada.
