Lixo hospitalar: Hospital Tia Dedé treina equipes para evitar acidentes com agulhas
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 28 de agosto, às 06:01.
Sabe quando um copo quebra em casa e você corre para embalar os cacos em uma caixa de papelão antes de descartar? Esse cuidado tipicamente brasileiro para proteger o coletor de lixo é o mesmo princípio que move a segurança de um hospital, mas em uma escala muito maior.
Para garantir que nenhum profissional ou paciente se machuque com agulhas ou materiais cortantes, o Hospital Materno Infantil Tia Dedé (HMITD) promoveu um treinamento para o manejo correto de seus descartes. A capacitação em Gerenciamento de Resíduos de Saúde ocorreu nos dias 26, 27 e 28 de maio, sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO).
As facilitadoras do curso foram a analista de gestão ambiental Daiane Alves dos Santos e a engenheira ambiental Ohana Cristina Geraldo Moreira, ambas profissionais da SES-TO. Elas detalharam todas as etapas do processo: a segregação (separação dos materiais), o acondicionamento (embalagem correta), o transporte interno e o destino final dos resíduos de serviços de saúde, seguindo as normas sanitárias.
O que muda na prática
Na prática, o treinamento organiza o fluxo de trabalho para blindar o hospital contra acidentes. Afinal, uma agulha descartada na lixeira comum é um perigo invisível para as equipes de higienização e de assistência.
- Objetivo principal: Fortalecer o descarte correto para proteger profissionais, pacientes e o meio ambiente.
- Foco técnico: Aperfeiçoar a segregação (separação correta de cada tipo de resíduo desde a lixeira) e o transporte seguro.
- Resultados práticos: Diminuir acidentes com perfurocortantes (como agulhas) e reduzir o volume de resíduos gerados.
A diretora administrativa da unidade, Sirleyde Paolini, explica que entender a relevância desse descarte evita acidentes de trabalho e impede a contaminação ambiental.
A coordenadora de higienização e presidente da Comissão de Resíduos do hospital, Felizarda Bezerra Mota, reforça que o ato de acondicionar os materiais na lixeira certa garante um local de trabalho saudável para todos.
O ponto-chave é que, além de proteger as pessoas, o gerenciamento correto reduz riscos de doenças e incentiva a organização no trabalho. De acordo com Daiane Alves dos Santos, a forte participação dos servidores do hospital garante resultados ainda mais sustentáveis para a rotina de saúde.
