Saúde mental no Paraná: como o Hospital Adauto Botelho se reinventou aos 72 anos
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 21 de agosto, às 18:00.
Cuidar da saúde mental no dia a dia é como caminhar em uma corda bamba de circo. Na prática, quando o vento sopra mais forte e o equilíbrio falha, a população paranaense conta com uma rede de proteção gigante e muito bem estruturada: o Hospital Adauto Botelho.
A unidade própria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) completa 72 anos de história. Ao longo dessas sete décadas, o hospital se tornou o principal amparo para pessoas em sofrimento psíquico e usuários com transtornos pelo uso de substâncias psicoativas (termo técnico para substâncias que afetam o funcionamento do cérebro).
Nos últimos anos, o espaço passou por uma grande modernização estrutural e assistencial. O ponto-chave dessa reforma foi a compra de novos equipamentos e o investimento em tecnologia. O que muda é que o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) agora recebe um atendimento com muito mais qualidade.
E os dados mostram que a procura por essa rede de proteção é imensa. Em 2025, a unidade registrou 28.760 pacientes-dia (indicador que soma os dias de internação de todos os usuários no período) e realizou mais de 10 mil atendimentos ambulatoriais. Em 2026, apenas entre janeiro e maio, já foram 12.555 pacientes-dia e 5.485 atendimentos de ambulatório.
Para dar conta de tudo isso, a estrutura funciona de forma muito organizada:
- Perfil dos leitos: Vagas organizadas em alas masculinas, femininas, infantojuvenis e de longa permanência.
- Formação de especialistas: Programas de residência médica e multiprofissional com foco prático no atendimento diário.
- Treinamento na rede: Projetos de capacitação que já beneficiaram mais de 300 profissionais da saúde pública do Paraná.
O que muda na prática
Para quem enfrenta o sofrimento psíquico ou tem um familiar lidando com a dependência química, a existência de um hospital estruturado representa a certeza de um acolhimento digno e humanizado. O paciente recebe o tratamento adequado à sua singularidade, sem perder a dignidade humana.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, explica que a unidade segue firme no avanço da assistência e no fortalecimento de toda a rede de cuidados do Estado. Afinal, contar com uma rede de segurança bem esticada no picadeiro é o que garante que todos nós possamos caminhar com mais tranquilidade.

