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Vacina contra VSR em gestantes despenca internação de bebês no Paraná

A imunização aplicada a partir da 28ª semana de gestação evitou mortes e liberou leitos pediátricos no SUS.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 13 de setembro, às 02:01.

Vacina contra VSR em gestantes despenca internação de bebês no Paraná
Secretaria da Saúde

Com a chegada dos meses mais frios, o medo de ver o filho pequeno com tosse e falta de ar tira o sono de qualquer pai ou mãe. É o período em que os vírus respiratórios atacam com força. Mas, no Paraná, as grávidas estão conseguindo entregar um verdadeiro "casaco de tricô biológico" para proteger os seus bebês antes mesmo de eles nascerem.

Essa barreira de proteção é gerada pela vacina contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório, o principal causador de bronquiolite e pneumonia). Dados da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) revelam que a estratégia reduziu em 83,5% as internações de crianças de até dois anos por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma complicação respiratória que dificulta a respiração) provocada pelo vírus.

A comparação avaliou o acumulado de casos até a semana 19 dos anos de 2025 e 2026. Na prática, a vacinação de gestantes iniciada em dezembro de 2025 evitou que centenas de bebês passassem o primeiro inverno em uma UTI.

O impacto foi ainda mais forte entre os recém-nascidos:

  • Até 6 meses: As hospitalizações caíram 88,3%, despencando de 515 para 60 casos.
  • De 7 meses a quase 2 anos: Os internamentos recuaram 77% (de 388 para 89) e o estado registrou zero mortes nessa faixa etária.
  • Total geral de menores de 2 anos: A queda foi de 83,49%, reduzindo de 903 para 149 internados.

A mãe toma a dose única a partir da 28ª semana de gestação e transfere os anticorpos diretamente para o bebê. Até maio de 2026, o estado aplicou 47.213 doses, alcançando 87,12% de cobertura vacinal.

Para os bebês que precisam de um reforço extra nesse "casaco de proteção", o SUS paranaense também oferece o nirsevimabe (um anticorpo monoclonal, que é um medicamento injetável com proteção direta e imediata). Desde fevereiro de 2026, foram aplicadas 3.561 doses de 50 mg e 1.819 doses de 100 mg em maternidades do estado para recém-nascidos prematuros (com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias) e crianças de até 23 meses com comorbidades graves.

O que muda na prática

Para as famílias, o avanço traz alívio e segurança nos primeiros meses de vida da criança, que são os mais vulneráveis. Já para a rede pública de saúde, o secretário de saúde César Neves aponta que a medida desocupou leitos de hospitais que historicamente ficavam superlotados no inverno, provando que o investimento preventivo salva vidas e otimiza os recursos do estado.

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