Inovação & Tecnologia

Telerradiologia nos hospitais federais supera 500 mil exames em 2024

Sistema público da Rede HU Brasil, criado pela UFSC, já processou mais de 500 mil exames e mira Telerradiologia em 47 unidades até o fim do ano

Fonte:
Agência Gov

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 1 de outubro, às 19:13.

Telerradiologia nos hospitais federais supera 500 mil exames em 2024

A telerradiologia nos hospitais federais já virou rotina de verdade: o Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) ultrapassou 500 mil exames de imagem cadastrados e processados no módulo de Telerradiologia desde que foi implantado, em agosto de 2024.

O sistema foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e roda na Rede HU Brasil. Hoje, está presente em 25 hospitais universitários e a expectativa é levar o módulo às 47 unidades até o final deste ano.

Na prática, o STT funciona com integração ao AGHU (Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários). Isso faz com que solicitações e exames registrados no sistema sejam disponibilizados automaticamente nos equipamentos de imagem, reduzindo riscos de inconsistências cadastrais e erros de identificação dos pacientes.

O módulo de Telerradiologia atua como uma central nacional de laudos: exames feitos em uma unidade podem ser analisados por especialistas em outro hospital da rede. Resultado direto:

  • mais agilidade na emissão dos laudos pelos radiologistas
  • redução do tempo entre o exame e a entrega do resultado ao paciente

O diretor de Tecnologia da Informação e Saúde Digital da estatal, Giliate Coelho Neto, resumiu a proposta como “um passo para a construção da soberania digital em saúde no Brasil”, reforçando que o sistema foi criado por uma universidade brasileira e pode ser usado gratuitamente por hospitais do SUS.

Por que isso é importante

Com a expansão do módulo, a rede ganha mais capacidade de resposta para exames que dependem de especialistas, especialmente onde a equipe é menor ou a demanda aperta. Além disso, a integração ajuda a padronizar processos e protocolos entre unidades, o que tende a melhorar a governança e o fluxo de atendimento. No fim das contas, é menos tempo de espera por laudo e mais diagnóstico chegando onde precisa.

Se a telerradiologia já passou de 500 mil exames, dá pra esperar quanto tempo pra você ver esse “normal” chegar ainda mais longe?

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