Telerradiologia nos hospitais federais supera 500 mil exames em 2024

A telerradiologia nos hospitais federais já virou rotina de verdade: o Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) ultrapassou 500 mil exames de imagem cadastrados e processados no módulo de Telerradiologia desde que foi implantado, em agosto de 2024.
O sistema foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e roda na Rede HU Brasil. Hoje, está presente em 25 hospitais universitários e a expectativa é levar o módulo às 47 unidades até o final deste ano.
Na prática, o STT funciona com integração ao AGHU (Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários). Isso faz com que solicitações e exames registrados no sistema sejam disponibilizados automaticamente nos equipamentos de imagem, reduzindo riscos de inconsistências cadastrais e erros de identificação dos pacientes.
O módulo de Telerradiologia atua como uma central nacional de laudos: exames feitos em uma unidade podem ser analisados por especialistas em outro hospital da rede. Resultado direto:
- mais agilidade na emissão dos laudos pelos radiologistas
- redução do tempo entre o exame e a entrega do resultado ao paciente
O diretor de Tecnologia da Informação e Saúde Digital da estatal, Giliate Coelho Neto, resumiu a proposta como “um passo para a construção da soberania digital em saúde no Brasil”, reforçando que o sistema foi criado por uma universidade brasileira e pode ser usado gratuitamente por hospitais do SUS.
Por que isso é importante
Com a expansão do módulo, a rede ganha mais capacidade de resposta para exames que dependem de especialistas, especialmente onde a equipe é menor ou a demanda aperta. Além disso, a integração ajuda a padronizar processos e protocolos entre unidades, o que tende a melhorar a governança e o fluxo de atendimento. No fim das contas, é menos tempo de espera por laudo e mais diagnóstico chegando onde precisa.
Se a telerradiologia já passou de 500 mil exames, dá pra esperar quanto tempo pra você ver esse “normal” chegar ainda mais longe?
