Maio Laranja em Abaetetuba: hospital usa dinâmica lúdica contra abuso infantil
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 12 de setembro, às 18:01.

Na correria do trânsito brasileiro, as crianças aprendem cedo que o sinal verde libera a passagem, o amarelo exige atenção e o vermelho manda parar na hora. Na proteção à infância, a lógica de segurança é exatamente a mesma.
Para levar essa lição prática ao cotidiano das famílias, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR), em Abaetetuba, realizou uma programação especial em apoio à campanha Maio Laranja. O movimento nacional atua no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A ação aconteceu na manhã de segunda-feira (dia 25) nas recepções do ambulatório e do setor de G.O. (Ginecologia e Obstetrícia, especialidades médicas voltadas à saúde da mulher e da gestante). Organizada pela Comissão de Humanização do hospital, a atividade foi liderada pela psicóloga Elizabeth Silva e pela assistente social Elen Kelta.
O que muda na prática
O foco principal foi capacitar pais, acompanhantes e colaboradores a identificar sinais silenciosos de socorro no dia a dia, ensinando as próprias crianças a imporem limites físicos. A grande ferramenta didática para isso foi a brincadeira do "Semáforo do Toque":
- Toque Verde: demonstrações de carinho seguras, ligadas ao cuidado e à proteção que a criança pode receber livremente.
- Toque Amarelo: situações de carinho que geram dúvida, desconforto ou insegurança e que devem ser contadas a um adulto de confiança.
- Toque Vermelho: contatos físicos invasivos e abusivos, que a criança deve rejeitar imediatamente e que exigem denúncia.
O debate aberto no ambiente de saúde ajuda a quebrar o silêncio e fortalece a rede de proteção da região. A mobilização também lembrou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído em 18 de maio.
No fim das contas, a campanha mostra que, assim como nas ruas, a informação clara é o freio de segurança mais eficiente para proteger quem ainda não sabe se defender sozinho.
