Política & Gestão

Cigarro eletrônico na mira: Piauí faz alerta em escolas contra armadilhas da indústria

Ação de saúde nas escolas públicas de Teresina alerta jovens contra as táticas de atração do mercado de cigarros eletrônicos.

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 31 de agosto, às 08:00.

Cigarro eletrônico na mira: Piauí faz alerta em escolas contra armadilhas da indústria
Foto: Márcio Sales/Sesapi

Sabe quando a indústria joga uma calda doce de chocolate por cima do jiló para esconder o gosto amargo? Na prática, é exatamente isso que o mercado de fumo faz ao encher os cigarros eletrônicos de essências e sabores agradáveis.

Para combater essa tática de atração, estudantes da rede pública de Teresina participaram de uma mobilização educativa nesta sexta-feira (29). O encontro aconteceu com alunos do Ceti Pinheiro Machado (Centro de Educação de Tempo Integral), localizado no bairro Dirceu, na zona Sudeste da capital. O foco foi alertar os adolescentes sobre as estratégias do mercado que tentam disfarçar os riscos do fumo.

A ação é uma parceria da Sesapi (Secretaria de Saúde do Piauí), realizada pela CASAI (Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e Idoso), com a Seduc-PI (Secretaria de Educação do Piauí). O esforço conjunto antecipa as discussões do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado anualmente em 31 de maio.

Segundo Luciana Sena, coordenadora da CASAI, a indústria se atualiza constantemente para atrair o público jovem por meio de aditivos em produtos fumígenos (termo técnico para qualquer produto preparado para combustão ou vaporização). O objetivo é conscientizar essa geração a rejeitar o tabaco e seus derivados, com destaque para os vapes.

O problema é global e atinge milhões de pessoas logo cedo:

  • Consumo geral: Cerca de 40 milhões de pessoas usam derivados do tabaco no planeta.

  • Uso na adolescência: Pelo menos 15 milhões desse total são jovens de 13 a 15 anos que consomem cigarros eletrônicos.

  • Tática de mercado: A indústria utiliza aditivos de sabor para mascarar os malefícios e fisgar novos usuários.

O que muda na prática

A conscientização direta nas escolas funciona como uma barreira preventiva contra a iniciação no fumo. Ao compreender que os aromas agradáveis servem apenas para esconder substâncias nocivas, o estudante ganha autonomia para recusar os dispositivos eletrônicos. Isso reduz a pressão social e ajuda a frear a estatística de dependência precoce na rede de saúde pública.

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