Proredes: BID escolhe Sergipe para medir impactos e resultados na ponta
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 18 de julho, às 18:01.
Quando o assunto é saúde, o que interessa é o que chega no dia a dia do paciente. Nesta terça-feira, 16, o Programa de Fortalecimento das Redes de Inclusão Social e Atenção à Saúde (Proredes), de Sergipe, foi escolhido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para participar de um piloto nacional focado em medir efeitos e resultados nas revisões de carteira.
O piloto funciona como um termômetro do que foi feito: sai a conversa genérica e entra o acompanhamento do que saiu do papel e o que, de fato, chegou para a população. A escolha passa a dar mais critério para a revisão do portfólio (revisões de carteira) dos projetos financiados pelo Banco.
O Proredes é do Governo do Estado, executado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). O financiamento externo é do BID, com garantia da União. O valor total informado é US$ 36.000.000,00 (BID), com contrapartida estadual de US$ 9.100.000,00, somando US$ 45.100.000,00.
Na prática, a avaliação do BID vai olhar para execução financeira e física dos projetos, além de medir resultados entregues à população e os impactos gerados pelas intervenções financiadas. O projeto também busca fortalecer a gestão baseada em evidências (gestão guiada por dados e resultados) e desenvolver metodologias para que esse acompanhamento possa ser usado em outros projetos do Banco.
Durante a agenda em Brasília, o Proredes apresentou sua Revisão de Carteira, com avaliação de desempenho dos projetos, identificando avanços, desafios e riscos. No mesmo encontro, foram definidas estratégias para acelerar entregas do programa, com monitoramento da execução financeira e do alcance das metas pactuadas.
- Execução que será acompanhada: financeira e física dos projetos
- Métrica principal: resultados para a população e impactos das intervenções
- Foco de gestão: acompanhamento baseado em evidências
- Objetivo imediato: decisões para maximizar resultados na carteira
O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, tratou a seleção como reconhecimento e como chance de contribuir para o desenho de modelos de acompanhamento e avaliação usados em projetos financiados por organismos multilaterais. Já a coordenadora do Proredes, Socorro Xavier, ressaltou a intenção de transformar investimento em benefícios concretos para usuários do SUS.
Além disso, representantes da SES se reuniram com o Conass para discutir temas estratégicos da gestão estadual. Houve também encontro com a Opas, com celebração de Termo de Cooperação Técnica entre a Opas e a SES/SE, voltado a uma parceria técnica para apoiar o fortalecimento do SUS em Sergipe.
E daí pra mim? Se a revisão ganha um acompanhamento mais amarrado em resultados e impactos, a tendência é que a tomada de decisão fique cada vez mais guiada pelo que funciona para a rede pública e para o paciente — e não só pelo que foi executado no papel.

