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Leucemia: três jovens vencem tratamento no Amazonas e estreiam ritual da cura

O Hospital do Sangue adota o Sino da Cura para humanizar altas médicas de casos que chegam a 90% de recuperação quando descobertos cedo.

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 6 de setembro, às 22:01.

Leucemia: três jovens vencem tratamento no Amazonas e estreiam ritual da cura
Fotos: Evandro Seixas/ SES

Imaginar a sensação de correr uma maratona inteira e, depois de anos de esforço, cruzar a linha de chegada para receber a medalha de ouro. Na saúde, essa vitória agora tem o som de um sino de bronze. Três jovens pacientes da rede pública do Amazonas celebraram a vitória contra a leucemia (câncer que afeta as células de defesa do sangue) estreando o Sino da Cura no Hospital do Sangue Idenir Araújo Rodrigues, em Manaus.

A cerimônia, realizada nesta quarta-feira (27/05), marcou a transição dos serviços que antes funcionavam na antiga estrutura da Fundação Hemoam. O ato simboliza o acolhimento humanizado em uma jornada que exige paciência de corredor de longa distância.

A comemoração reuniu histórias de persistência pura. Suzy Anne Coelho Correa, de 19 anos, enfrentou uma jornada de 13 anos contra a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA). Diagnosticada aos 6 anos, ela recebeu a alta definitiva após 10 anos de acompanhamento. Já Andria da Silva Belém, de 24 anos, que lutava contra a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) desde 2014, também celebrou a cura definitiva e hoje estuda Biomedicina motivada pelo acolhimento que recebeu.

Para a adolescente Ana Grazielly Oliveira França, de 12 anos, o toque do sino representou o fim da quimioterapia comandada pela médica Paula Marinho. Ela agora entra na fase de remissão (período em que o corpo elimina os efeitos colaterais do tratamento) com monitoramento ambulatorial.

O que muda na prática

A adoção do Sino da Cura — tradição criada nos Estados Unidos na década de 1990 — humaniza o ambiente hospitalar e dá forças para quem ainda está no início do tratamento. Na prática, o avanço da estrutura pública no Amazonas ajuda a consolidar estatísticas positivas.

  • Chance de cura: chega a 90% em crianças quando há diagnóstico precoce (identificação rápida da doença).
  • Sinais de alerta: febre, anemia, manchas roxas na pele, infecções recorrentes e aumento de gânglios.
  • Atendimento técnico: a médica hematologista Suênia Araújo reforça que a precisão médica e o suporte multiprofissional são fundamentais mesmo quando as chances parecem baixas.

E o que isso importa para você? O caso mostra que a evolução do atendimento público de alta complexidade no Amazonas diminui a distância entre o diagnóstico e a cura definitiva, provando que o investimento em saúde humanizada gera resultados reais e salva vidas.

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