Esporotricose em Barcelos ativa força-tarefa estadual para reorganizar atendimento de saúde
Publicada em 27 de maio, 2026.
Atualizada em 8 de setembro, às 10:01.

Como um mutirão de vizinhos que se une para limpar as calhas da rua antes de uma grande chuva, a saúde pública precisa agir em sincronia para evitar que uma doença se espalhe. Na prática, é exatamente isso o que está acontecendo no interior do Amazonas para deter a esporotricose (doença infecciosa causada por fungos que afeta humanos e animais).
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) iniciou nesta quarta-feira (27/05) uma força-tarefa técnica em Barcelos (399 quilômetros de Manaus). Esse mutirão de saúde vai até sexta-feira (29/05) para ajustar as engrenagens de atendimento e prevenção no município.
A ação reúne especialistas da Gerência de Zoonoses e do Núcleo de Educação em Saúde da instituição. A meta é analisar a situação da região, reorganizar os fluxos de atendimento e desenhar um plano de contenção sob medida para a realidade local.
O que muda na prática
O ponto-chave é que o paciente passa a contar com um serviço de saúde mais rápido e integrado. Os profissionais locais estão recebendo suporte direto para identificar os casos logo no início, o que evita o avanço do fungo. Além disso, a equipe passa por capacitação para o atendimento profilático da raiva (tratamento preventivo contra o vírus da raiva após possível exposição com animais).
- Onde acontece: No município de Barcelos
- Período da ação: De quarta-feira (27/05) a sexta-feira (29/05)
- Foco principal: Organização da rede contra esporotricose e treinamento para prevenção da raiva
- Responsável pela ação: Equipes de vigilância e assistência da FVS-RCP e parceiros locais
Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, essa presença no território ajuda a construir respostas rápidas e alinhadas ao dia a dia da população.
Como destaca a gerente de Zoonoses da fundação, Erica Chagas, a cooperação ajuda a traçar soluções conjuntas e a entender como o órgão estadual pode apoiar o município. No fim do dia, esse esforço coletivo garante que o atendimento preventivo funcione antes que o problema se espalhe.
