Política & Gestão

Infecção hospitalar recua no Clériston Andrade com nova estratégia de segurança

A iniciativa nacional em parceria com o Hospital Albert Einstein visa reduzir pela metade as infecções graves em UTIs públicas.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 12 de setembro, às 06:01.

Infecção hospitalar recua no Clériston Andrade com nova estratégia de segurança
SES Bahia (SESAB)

Pense em um churrasco de domingo em família. De nada adianta o churrasqueiro usar a melhor carne se outra pessoa cortar a salada com a mesma faca do frango cru. A falta de cuidado de um só pode estragar o almoço de todo mundo. Em uma UTI de hospital, a lógica de defesa funciona exatamente assim, onde a segurança de todos depende de pequenos hábitos diários de cada profissional.

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) colocou essa coordenação rigorosa em prática na UTI 5. Por meio do projeto Saúde em Nossas Mãos, a unidade conseguiu zerar os registros de infecção urinária e melhorar o controle de outras ameaças invisíveis.

A iniciativa é tocada em parceria com o Ministério da Saúde, sob a consultoria técnica do Hospital Israelita Albert Einstein. O plano desenhado busca cortar pela metade as infecções de trato urinário, de corrente sanguínea e a pneumonia associada à ventilação mecânica (quando o paciente precisa de aparelhos para respirar).

Segundo Ramaiana Gonzaga, coordenadora da UTI 5, a virada de chave exigiu mudar processos de assistência e reforçar a vigilância diária. A segurança do leito não fica restrita aos médicos. Ela envolve técnicos, equipes de apoio e até os acompanhantes.

A engrenagem do projeto roda com treinamentos contínuos, acompanhamento de indicadores e reuniões rápidas de alinhamento com a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, grupo especializado em monitorar infecções no ambiente de saúde).

Para a diretora-geral do HGCA, Cristiana França, o investimento em qualificação e protocolos rígidos resulta diretamente em um atendimento mais seguro para quem está internado.

O que muda na prática

A nova rotina traz mais segurança para quem precisa de cuidados críticos na rede pública. O acompanhamento rigoroso evita complicações que costumam estender o tempo de internação.

  • Meta do projeto: Reduzir em 50% as taxas de três tipos de infecções graves
  • Resultados na UTI 5: Casos de infecção urinária zerados e evolução positiva nos demais índices
  • Ferramentas aplicadas: Uso de checklists (listas de verificação sistemática antes de procedimentos) e rodas de conversa rápidas
  • Parcerias de peso: Apoio do governo federal e consultoria de excelência do Hospital Israelita Albert Einstein

Na prática, o paciente ganha um escudo invisível contra bactérias perigosas, garantindo que o tratamento na UTI sirva estritamente para a recuperação, sem novos sustos no caminho.

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