Política & Gestão

Fila do SUS encolhe no Rio com novos leitos no Cardoso Fontes

A abertura de uma nova ala nesta terça-feira ajuda a desafogar o atendimento nos hospitais cariocas e acelera a liberação de vagas

Publicada em 30 de junho, 2026.

Atualizada em 20 de outubro, às 07:32.

Fila do SUS encolhe no Rio com novos leitos no Cardoso Fontes
Ministério da SaúdeMinistério da Saúde

A espera por uma vaga de internação na rede pública do Rio de Janeiro ganhou um alívio importante. Uma nova enfermaria com 21 leitos clínicos e cirúrgicos, distribuídos em 10 quartos, começa a funcionar nesta terça-feira (30) no Hospital Federal Cardoso Fontes.

Na prática, a mudança funciona como aquela tática clássica de domingo: puxar mais cadeiras para a mesa de almoço quando a família cresce. Em vez de deixar o pessoal esperando em pé na calçada, a casa se organiza para acomodar todo mundo com conforto. Essa arrumação na UPI (Unidade de Pacientes Internos, o setor voltado para pacientes que precisam ficar internados) vai garantir cerca de 90 internações a mais por mês na unidade.

Essa expansão chega para socorrer um sistema sufocado. A taxa de ocupação de vagas no hospital disparou de 63% em 2024 para alarmantes 98% em 2025, mostrando que a estrutura operava no limite extremo de sua capacidade.

O que muda na prática

O fôlego financeiro para ampliar o atendimento aconteceu após a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro assumir a gestão do hospital, em dezembro de 2024. Para viabilizar as melhorias, o Ministério da Saúde destinou R$ 150 milhões ao município, além de repassar anualmente R$ 610 milhões do Teto MAC (recursos federais destinados a procedimentos de média e alta complexidade, como cirurgias e exames mais complexos).

Esse dinheiro já apresentou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026. O balanço aponta mais de 216 mil atendimentos ambulatoriais, 91 mil exames realizados e 3.360 internações no período.

Para quem depende do SUS no Rio, o investimento significa socorro mais ágil. O paciente passa menos tempo aguardando na maca da emergência e consegue iniciar o tratamento especializado de forma imediata. Para a rede pública, o fluxo de pacientes flui melhor, evitando a superlotação crônica nos corredores.

  • Vagas extras: abertura de 21 leitos clínicos e cirúrgicos
  • Fluxo mensal: previsão de 90 novas internações a cada mês
  • Tecnologia médica: instalação de dois tomógrafos, incluindo modelo para pacientes obesos
  • Suporte permanente: plantão do Centro de Emergência Regional aberto 24 horas por dia

Durante compromissos no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também inaugurou a mostra cultural "Vida Reinventada — A Pandemia da Covid-19 e a Transformação do Futuro", instalada no Centro Cultural do Ministério da Saúde. O projeto foi idealizado pela socióloga e ex-ministra Nísia Trindade Lima. Logo depois, o ministro assistiu ao documentário "Drauzio e os Agentes", obra que retrata o trabalho comunitário de saúde ao lado do médico Drauzio Varella.

Hospitais PúblicosLicitaçõesNegócios na SaúdePolíticas PúblicasSaúde EstadualSaúde IntegralSaúde MunicipalSaúde PúblicaServiço PúblicoSUS
Banner

Mais notícias