Política & Gestão

Detecta APS no Piauí: oficina define próximos passos para Entres Rios

Com a Oficina Regional de Avaliação em Teresina, a Sesapi revisa qualificações e processo de implantação do Detecta APS no território Entre Rios e define os próximos passos.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 10 de julho, às 18:01.

Quem cuida da saúde sabe: rastrear cedo é como conferir a marcha antes de sair na estrada. Se o Detecta APS está chegando aos municípios do território de saúde Entre Rios, no Piauí, a ideia é justamente organizar esse “check” para ampliar a prevenção de câncer com mais cuidado na Atenção Primária à Saúde.

Nesta quarta-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) promoveu uma Oficina Regional de Avaliação do Detecta APS para os municípios do território Entre Rios. O encontro aconteceu na sede da IV Regional de Saúde, em Teresina, com responsáveis técnicos municipais envolvidos na implementação do projeto.

O Detecta APS mira o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde por meio da prevenção e da detecção precoce dos cânceres do colo do útero e de mama. Na prática, o que o grupo fez na oficina foi avaliar como está o caminho até aqui: as qualificações já realizadas e o processo de implantação da estratégia nos municípios participantes.

Para a gerente de Atenção Primária à Saúde da Sesapi, Bhassia Barroso, o trabalho ajuda a consolidar a rede. A avaliação e a organização do processo são descritas como um jeito de fortalecer a Atenção Primária e ampliar ações de prevenção, além de garantir assistência com mais qualidade para a população.

A analista de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Renata Geraldo dos Santos, reforça o foco do projeto: fazer chegar a quem está com atraso. Ou seja, a oficina sustenta a meta de alcançar mulheres e pessoas que, por algum motivo, estejam com o rastreamento oncológico atrasado e a realização dos exames pendente. A proposta é ampliar acesso para quem não tem frequentado regularmente os serviços de saúde ou não vem fazendo os exames de rastreamento.

O que muda na prática

O encontro não ficou só no diagnóstico. Durante a oficina, os participantes trabalharam em atividades de avaliação dos processos de trabalho desenvolvidos ao longo da capacitação e da implantação do projeto nos municípios.

O ponto seguinte, segundo a coordenadora territorial do Detecta APS no Hospital Albert Einstein, Rebecca Cabral, é “dar rumo” ao que vem depois: além de revisar avanços até aqui, o momento serve para definir os próximos passos, buscando sustentabilidade das ações e enfrentando os desafios ainda presentes na região e no processo de implementação.

  • Objetivo: fortalecer a Atenção Primária e apoiar prevenção e detecção precoce de câncer do colo do útero e de mama
  • Foco do projeto: alcançar quem está com atraso no rastreamento oncológico e nos exames
  • O que foi avaliado: qualificações feitas e processo de implantação nos municípios
  • Próximos passos: definir ações para sustentar e enfrentar desafios do território

No fim, é isso que aterrissa a conversa: com a oficina, o Detecta APS tenta transformar o “vai começar” em processo acompanhado de perto, com metas claras para chegar em quem mais precisa. E daí pra mim? Mais prevenção e mais qualidade no cuidado começam a ganhar forma onde a população acessa a saúde todo dia.

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