SRAG em alta em 2026: Boletim InfoGripe alerta e explica o que fazer agora
Publicada em 25 de junho, 2026.
Atualizada em 13 de julho, às 10:01.
Se a temporada de gripe parece “mais teimosa” do que deveria, o Boletim InfoGripe da Fiocruz traz a pista. Em publicação de 25/6, o levantamento indica que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue presente e mantém a vigilância ligada.
Pensa na SRAG como um trânsito que não esvaziou: mesmo depois do pico, ainda tem fluxo intenso demais. O boletim mostra isso na contagem recente, com cenário de alerta, risco ou alto risco em todas as unidades da Federação — com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco — nas últimas duas semanas.
O documento também chama atenção para a tendência de longo prazo. Em oito estados, a direção dos casos vem subindo quando se olham as últimas seis semanas, chegando até a Semana Epidemiológica 24. Entram na lista Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina.
Na explicação do InfoGripe, o aumento está ligado principalmente a maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. Ou seja: não é um único culpado, é um conjunto de vírus ganhando espaço.
O que muda na prática
O recado para quem está no dia a dia é bem direto: a prioridade é impedir que a doença avance para formas graves. A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, aponta que, na Semana Epidemiológica 24 (14 a 20 de junho), houve comparação com Covid-19 com aumento em Amazonas, Pará e Ceará, mas o ritmo permanece lento e os casos semanais ficam baixos.
Ela faz um alerta central: o objetivo da vacinação é proteção contra gravidade e óbito. E aqui a orientação tem frequência: idosos e pessoas imunocomprometidas precisam de doses de reforço contra Covid-19 a cada seis meses.
Para reduzir transmissão e risco, medidas simples continuam sendo as mais úteis:
- Público-alvo: idosos e imunocomprometidos (reforço contra Covid-19 a cada seis meses)
- Agente em destaque: VSR, com alta nos registros
- Onde a tendência preocupa mais: oito estados com crescimento até a Semana Epidemiológica 24
- O ritmo da Covid-19: aumento em alguns estados, com número semanal ainda baixo
No recorte por vírus, o boletim aponta aumento de SRAG por VSR na região Sul (PR, SC e RS), em partes do Sudeste (RJ, MG e SP) e em áreas do Norte (AP, PA e RR), Nordeste (AL, CE e MA), além de Mato Grosso do Sul. Já hospitalizações por influenza A crescem no Acre e em Roraima, e casos graves por influenza B seguem subindo em grande parte do Centro-Sul, além de Ceará e Maranhão.
No fim das contas, “e daí pra mim?” significa ação prática: manter vacina em dia e seguir medidas de prevenção enquanto o cenário ainda pede atenção, não enquanto a notícia deixa de pedir.

