Política & Gestão

Doação de sangue em Curitiba sorteia camisas de clubes rivais para salvar vidas

Campanha do Hemepar com grandes times de futebol paranaenses segue até novembro para garantir estoques de cirurgias eletivas no inverno.

Publicada em 18 de junho, 2026.

Atualizada em 22 de agosto, às 02:01.

Doação de sangue em Curitiba sorteia camisas de clubes rivais para salvar vidas
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Ganhar camisas de futebol oficiais ao mesmo tempo em que ajuda a salvar vidas no inverno paranaense é a nova convocação para os torcedores. Uma grande campanha de doação de sangue quer transformar a rivalidade do futebol em solidariedade para abastecer os hospitais nos meses mais frios do ano. É como aquela decisão de campeonato sob chuva fina e frio: o time precisa que a torcida lote a arquibancada para garantir a vitória.

A mobilização "Doe Sangue Pelo Esporte" começou nesta segunda-feira (15) e segue até 25 de novembro, coordenada pelo Hemepar (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná) e pela SMELJ (Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba). A ação tem o apoio do Trio de Ferro da capital — Athletico, Coritiba e Paraná Clube — além do Operário, de Ponta Grossa. Quem doar nos postos participantes pode indicar seu time do coração para concorrer ao sorteio de quatro camisas oficiais dos clubes e duas da Seleção Brasileira.

O estoque abastecido é fundamental para que o estado mantenha o ritmo dos hospitais. O Paraná executa hoje o maior plano de cirurgias eletivas (procedimentos cirúrgicos agendados, não urgentes) do país. Segundo o secretário estadual da saúde, César Neves, a alta resolutividade dessas cirurgias exige insumos constantes, e as baixas históricas de doações no inverno ligam o sinal de alerta.

A diretora do Hemepar, Vivian Raksa, aponta que o grande desafio é fazer com que as pessoas criem o hábito de doar com frequência, recomendando pelo menos duas doações por ano. Para incentivar o movimento, servidores públicos como Adriano de Melo Pimentel, de 51 anos, que já doa sangue há mais de cinco anos, fizeram questão de dar o exemplo logo no primeiro dia.

O que muda na prática

Para quem precisa de atendimento na rede de saúde, a doação garante que procedimentos complexos não sejam adiados por falta de sangue. Na prática, o torcedor joga junto com os hospitais. As doações devem ser agendadas previamente pela internet para evitar filas e garantir o equilíbrio nos estoques de diferentes tipos sanguíneos.

Para entrar em campo e doar sangue, o voluntário precisa seguir estes critérios:

  • Faixa etária: Ter entre 16 e 69 anos completos (menores de idade precisam de autorização e acompanhamento do responsável legal)
  • Frequência anual: Até quatro doações para homens e até três para mulheres
  • Intervalo mínimo: Dois meses para homens e três meses para mulheres
  • Requisitos físicos: Pesar mais de 50 quilos, estar descansado, alimentado, hidratado e evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores

As coletas ocorrem no Hemepar Curitiba (no Alto da XV, de segunda a sábado) e no Banco de Sangue do Hospital Erasto Gaertner (no Jardim das Américas).

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