Segurança do paciente no Amazonas ganha reforço para prevenir riscos em hospitais
Publicada em 27 de maio, 2026.
Atualizada em 8 de setembro, às 16:00.

Imagine morar no décimo andar e só colocar redes de proteção nas janelas depois que um susto acontece. Na saúde pública, o raciocínio é o mesmo: prevenir incidentes antes que eles cheguem ao paciente é a melhor forma de salvar vidas.
Foi pensando nisso que a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) começou a estruturar um novo plano para proteger quem precisa de atendimento médico no estado.
Entre os dias 25 de maio e 26 de maio, gestores e especialistas se reuniram em Manaus, na sede da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O encontro serviu para desenhar a chegada do Núcleo Estadual de Gestão Estratégica em Segurança do Paciente (Negesp) ao território amazonense.
O projeto é uma parceria da SES-AM com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o A.C.Camargo Cancer Center, fazendo parte do programa nacional GESPSUS (projeto de fortalecimento da gestão em saúde).
Na prática, o Negesp funciona como um manual de instruções padronizado para as equipes de saúde. A estratégia une a vigilância sanitária ao monitoramento diário de hospitais, ambulatórios e postos de saúde. O Amazonas se junta ao grupo que já conta com outras 19 unidades federativas com essa estratégia implantada.
Segundo a secretária de saúde, Nayara Maksoud, o núcleo organiza o trabalho de forma integrada. A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, lembrou que o estado já possui experiência na criação desses núcleos em nível local, o que ajuda na expansão das ações mesmo considerando as distâncias geográficas da região.
A nova estratégia foca em estruturar o atendimento sob quatro pilares básicos:
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Público-alvo: pacientes de hospitais, unidades ambulatoriais e atenção primária (postos de saúde de bairro)
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Foco principal: prevenção de riscos, monitoramento de indicadores de qualidade e resposta rápida da rede de assistência
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Parceiros locais: integração com o Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão do Sistema Único de Saúde (Cieges), da FVS-RCP
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Adaptação regional: ajuste das ações para a logística e a realidade geográfica do Amazonas
O que muda na prática
Para quem precisa de atendimento no SUS, o monitoramento constante reduz as chances de falhas básicas durante a internação ou consultas. Conforme explica Evelyn Campelo, diretora de Vigilância Hospitalar da FVS-RCP, o ponto-chave é unir quem fiscaliza a saúde com quem atende na ponta.
Com a instalação do núcleo, as unidades passam a ter processos mais rígidos para mapear riscos antes que eles causem qualquer dano ao cidadão. É a rede de proteção funcionando em tempo integral para que o paciente se concentre apenas na sua recuperação.
