Turistas chineses: Ministério quer 3 mil agências vendendo destinos brasileiros
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Se você já tentou planejar viagem, sabe que o destino bom também depende de quem coloca o pacote na prateleira. Na prática, o Ministério do Turismo quer usar intermediários do mercado chinês para aumentar a procura por lugares brasileiros entre viajantes da China.
Na terça-feira (26), em Xangai, o ministro Gustavo Feliciano se reuniu com a Associação das Agências de Viagem da China, que reúne mais de 3 mil agências. A articulação faz parte do objetivo do Ministério de consolidar o Brasil como destino prioritário para esse público.
O “gancho” dessa estratégia passa por uma mudança direta no acesso. Desde 11 de maio, o Brasil passou a dispensar exigência de visto para cidadãos chineses que visitam o país. Ou seja: entra menos burocracia no começo do passeio, e isso tende a facilitar a vida de quem vende roteiros.
Pense como em uma feira: quando o corredor está mais fácil de acessar, fica mais simples para os expositores mostrarem o que têm. Aqui, a ideia é parecida: aumentar a visibilidade do Brasil e facilitar o contato com operadores e agências que conseguem apresentar destinos ao viajante chinês.
Para sustentar essa aproximação, o Ministério informa que já credenciou 325 agências brasileiras aptas a receber turistas chineses neste ano, preparando estrutura para atender às particularidades desse mercado.
O que muda na prática
Na conversa em Xangai, o ministro também indicou que o governo busca manter uma relação mais constante com o setor turístico chinês. A meta é estimular a inclusão de roteiros brasileiros nos catálogos das principais operadoras asiáticas.
O Ministério sustenta a promoção com temas que já costumam chamar atenção de viajantes, como Amazônia, Pantanal, Lençóis Maranhenses, além de opções urbanas e de paisagens, como Rio de Janeiro, São Paulo e Cataratas do Iguaçu.
- Rótulo: articulação com a China via associação que reúne mais de 3 mil agências
- Rótulo: credenciamento de 325 agências brasileiras aptas a receber chineses neste ano
- Rótulo: dispensa de visto a partir de 11 de maio
- Rótulo: inclusão de roteiros do Brasil nos catálogos das operadoras
O ponto-chave é direto: com a porta do visto mais aberta e um caminho para chegar a quem define o que aparece nos catálogos, o Brasil ganha mais chance de ocupar o roteiro do viajante. E daí pra mim? Se você quer ver o Brasil com mais força entre turistas chineses, essa estratégia é justamente a ponte que pode puxar esse movimento.
