Política & Gestão

Mamografia em Belo Horizonte: fila do SUS encolhe para apenas dez dias de espera

A redução na fila da capital mineira ocorre após a oferta de exames subir 185% e as faltas despencarem com confirmações por telefone.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 11 de setembro, às 16:01.

Mamografia em Belo Horizonte: fila do SUS encolhe para apenas dez dias de espera
Prefeitura de Belo Horizonte

Sabe aquela fila quilométrica da padaria no domingo de manhã, que costuma desanimar qualquer um antes do primeiro café? Pois na saúde pública de Belo Horizonte, o caminho para um dos exames preventivos mais importantes da vida das mulheres acaba de ganhar um "atendimento expresso".

O tempo de espera para realizar uma mamografia na rede municipal caiu para apenas 10 dias. A mudança acontece após a Prefeitura de Belo Horizonte aumentar em 185% a oferta do procedimento na rede do SUS-BH. O volume mensal de atendimentos, que era de 3.277 exames em 2024, saltou para 9.359 em 2026, distribuídos em oito clínicas conveniadas.

Para garantir o total aproveitamento das vagas, o município passou a ligar diretamente para as pacientes para confirmar o agendamento. É como aquela mesa reservada que a recepção do restaurante confirma por telefone antes de liberar para o próximo da fila. Essa estratégia simples fez a taxa de faltas despencar de 11% para 3%.

Como funciona o fluxo de atendimento

O acesso ao exame começa na Atenção Primária (o primeiro atendimento feito no centro de saúde de referência do bairro). É lá que as equipes definem o direcionamento:

  • Mamografia de rastreamento: Exame preventivo de rotina voltado para mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 69 anos, realizado a cada dois anos.

  • Mamografia diagnóstica: Investigação médica detalhada para mulheres de qualquer idade que apresentam queixas ou alterações físicas, sem limite de idade ou de intervalo mínimo entre os exames.

Se o exame de imagem apontar alguma alteração, a paciente segue para a Atenção Secundária (atendimento especializado), onde passa por consulta com um mastologista (médico especialista em glândulas mamárias).

Caso o especialista identifique uma lesão suspeita ou maligna, a paciente segue para o oncologista (médico especialista em câncer) para iniciar o tratamento. O processo pode incluir cirurgia para retirada parcial ou total da mama, quimioterapia, radioterapia, suporte e reabilitação.

O que muda na prática

Para quem depende do SUS em Belo Horizonte, o novo fluxo reduz a ansiedade da espera e acelera diagnósticos que salvam vidas. A combinação de mais vagas com o monitoramento ativo por ligações telefônicas transforma o que antes era um gargalo em um serviço ágil e altamente eficiente.

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