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Pilhas e baterias: Hospital Jean Bitar mostra como descartar sem contaminação

Na última quinta-feira (28), o Hospital Jean Bitar (HJB), em Belém, recolheu pilhas, baterias e eletrônicos sem utilidade e deu destino com logística reversa, com emissão de Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR).

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 29 de junho, às 14:01.

Pilhas e baterias: Hospital Jean Bitar mostra como descartar sem contaminação
Foto: Ascom HJB

Quando o assunto é lixo eletrônico, muita gente só pensa em “entulho”. Só que o risco vem junto: descarte errado pode contaminar o ambiente e afetar a saúde. Na última quinta-feira (28), o Hospital Jean Bitar (HJB), em Belém, puxou essa conversa para a prática com uma ação de sustentabilidade focada no gerenciamento correto de resíduos hospitalares.

A iniciativa recolheu pilhas e baterias, além de placas eletrônicas, toners e equipamentos eletrônicos sem utilidade. Em vez de seguir para descarte comum, o material foi destinado a reaproveitamento por meio de logística reversa (mecanismo para devolver resíduos ao destino correto).

O que sai do hospital segue para uma empresa especializada, que faz o reaproveitamento e o recondicionamento. Parte dos equipamentos pode ser usada em treinamentos de escolas técnicas, e também pode ir para ONGs e até aldeias indígenas, com foco em educação e inclusão tecnológica.

O cuidado não ficou só no “para onde vai”. A ação também garante a emissão do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), documento obrigatório que registra a geração, o transporte e o destino final do que é descartado. Com isso, o hospital reforça as diretrizes do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).

Na prática, vale pensar assim: é como separar o que realmente tem destino certo antes de jogar fora. Se a pilha vai para o lugar errado, ela vira problema no caminho; se vai para o circuito correto, vira material com outra chance.

O que muda na prática

O hospital conseguiu recolher, até o momento informado na ação, aproximadamente 40 quilos de pilhas e baterias. Outros materiais eletrônicos, como toners, ainda seriam pesados pela associação responsável.

Para o HJB, o ganho vai além do ambiental. O diretor executivo, Giovani Merenda, resumiu que o descarte correto evita contaminações e ainda abre espaço para reaproveitar materiais em atividades educativas e de inclusão social.

Um acompanhante do paciente, Eliseu Barroso, jogador profissional de basquete em Ananindeua, elogiou o atendimento e também a preocupação ambiental da unidade, citando que descarte inadequado de eletrônicos pode trazer consequências para a saúde das pessoas.

Segundo Waldecir Viana, membro da Comissão de Sustentabilidade do HJB, além dos resíduos gerados pela unidade, parte do material veio de colaboradores e usuários sensibilizados pelas campanhas internas. A empresa parceira recolhe para reaproveitamento e recondicionamento, possibilitando uso em outras instituições como ferramentas de aprendizado.

  • Rótulo: impacto ambiental — redução do risco de contaminação
  • Rótulo: rastreio — emissão do MTR para geração, transporte e destino
  • Rótulo: reaproveitamento — logística reversa e recondicionamento
  • Rótulo: retorno social — uso em treinos, ONGs e ações em aldeias

E daí pra mim? Se você tem pilhas, baterias e eletrônicos parados em casa, esse tipo de ação mostra que o “descarte correto” existe e tem efeito real: protege o ambiente, dá destino com rastreio e ainda pode virar aprendizado para outras pessoas.

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