Tuberculose em Sergipe: teste rápido e DNA ajudam a descobrir mutações da doença
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 21 de agosto, às 16:00.

Uma tosse persistente que passa de três semanas pode parecer um resfriado comum, mas também pode ser sinal de tuberculose. Para evitar que essa infecção se espalhe, a saúde pública de Sergipe trabalha para encontrar o tratamento exato para cada paciente.
Imagine tentar abrir um portão antigo com um molho enorme de chaves sem saber qual é a correta. Se você testar uma por uma, perde tempo e o portão continua trancado. Na saúde, esse processo de tentativa e erro pode ser perigoso.
O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE), gerenciado pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), funciona justamente como esse chaveiro de precisão. O foco do laboratório é descobrir rápido se o paciente tem a doença e qual remédio vai funcionar direto no alvo.
De acordo com o gerente de microbiologia do laboratório, Lucyano Renovato, o fluxo é personalizado. Para casos novos, a equipe faz o Teste Rápido Molecular (TRM/TB) (um exame de PCR que identifica o DNA do microrganismo).
Se for um caso de retratamento (quando o paciente precisa refazer a terapia), o Lacen/SE exige duas amostras para exames de baciloscopia (análise do escarro no microscópio), cultura (procedimento padrão-ouro para isolar o germe e analisar suas características) e testes de sensibilidade aos medicamentos.
O laboratório ainda realiza a extração de DNA para a metodologia LPA (pesquisa de genes ligados à resistência das micobactérias). Isso evita que o médico prescreva remédios que a bactéria já aprendeu a driblar.
O que muda na prática
Para o morador de Sergipe, essa tecnologia reduz o tempo de circulação da doença e garante que o tratamento comece com a receita certa. Além disso, a unidade atua na capacitação e no controle de qualidade dos laboratórios municipais que realizam exames em todo o estado.
Fique atento aos sinais para buscar ajuda médica:
- Sintoma principal: Tosse contínua por três semanas ou mais.
- Sintomas associados: Febre vespertina (no fim da tarde), suor noturno, perda de peso e escarro com sangue.
- Onde ir: Unidade básica de saúde mais próxima de casa.
- Outras investigações: Identificação de micobactérias não tuberculosas (MNTs) (germes que causam infecções complexas) encaminhadas para o Laboratório de Referência (LR).
