Ministério da Saúde destina R$ 3,95 bi ao Proadi para inovar no SUS
28/10/2026, às 21:00
O Ministério da Saúde formalizou a ampliação da parceria com sete hospitais de excelência do país para o próximo triênio (2027–2029) do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O anúncio prevê o repasse de R$ 3,95 bilhões em imunidade tributária revertida em projetos estratégicos — um crescimento de 18,6% em relação ao período anterior.
A prioridade do novo ciclo será acelerar a modernização tecnológica da rede pública e preparar o sistema para lidar com os impactos de eventos climáticos extremos nas populações vulneráveis.
Pilares do novo ciclo do Proadi-SUS Segundo a gestão do Ministério da Saúde, os projetos aprovados estão divididos em dois grandes eixos estratégicos:
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Transformação Digital e IA: Implementação de uma rede de hospitais inteligentes, ultra conexão de equipamentos, plataformas de inteligência clínica e expansão da telessaúde e de pesquisas de alta complexidade.
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Adaptação Climática (AdaptaSUS): Investimentos direcionados a unidades de saúde situadas em regiões suscetíveis a tragédias ambientais, reestruturando padrões construtivos e fortalecendo o atendimento emergencial.
Participam do programa o Hospital Israelita Albert Einstein (que concentrará R$ 1,68 bilhão em 41 projetos), Hospital Sírio-Libanês, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hcor, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e A.C. Camargo Cancer Center.
Avanços no InCor e na Atenção Básica
O anúncio integrou uma agenda de vistorias técnicas que incluiu o Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. Com apoio de verbas federais do programa Agora Tem Especialistas, o InCor registrou uma alta de 44,3% na realização de cirurgias eletivas entre 2023 e 2025, ultrapassando a marca histórica de 600 transplantes pulmonares realizados pelo SUS.
A comitiva também visitou a UBS Parque Regina, pioneira na Zona Sul da capital paulista ao adotar o modelo sustentável (com captação de água pluvial e hortas medicinais) e criar o programa Missão Glicada, que elevou de 50% para 63% o índice de controle do diabetes nos pacientes atendidos na atenção primária.
