SAMU em Uberlândia acaba com espera histórica por socorro médico no Triângulo Mineiro
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 1 de setembro, às 16:01.

Sabe quando você organiza aquela viagem com a família e precisa garantir que ninguém fique sem carona? Na saúde pública do Triângulo Mineiro, a lógica é parecida. Sem transporte rápido ou equipamentos adequados, o paciente acaba sem atendimento.
Uberlândia era a única cidade brasileira com mais de 200 mil habitantes sem o SAMU 192. Esse gargalo acabou com a inauguração oficial do serviço pela gestão de saúde, garantindo socorro rápido a quem mais precisa.
- Público beneficiado: 1,3 milhão de moradores em 27 municípios mineiros
- Frota entregue: 11 ambulâncias de urgência
- Investimento inicial: R$ 4 milhões para compra dos veículos e R$ 5 milhões para custeio anual
- Cobertura regional: 100% de alcance do serviço integrado
Para essa grande "carona" da saúde funcionar, o programa Novo PAC Saúde também investiu R$ 16,5 milhões em 27 veículos (sendo 20 micro-ônibus e 7 vans). O objetivo é levar pacientes de 26 municípios vizinhos para consultas e exames especializados com segurança.
O que muda na prática
A estrutura de atendimento local ganha reforços em várias frentes:
As Unidades Básicas de Saúde receberão 36 combos de equipamentos modernos, que incluem câmara fria para vacinas e retinógrafo portátil (aparelho usado para fotografar o fundo do olho). Além disso, três Unidades Odontológicas Móveis (veículos adaptados como consultórios de dentista) vão circular pelas regiões mais isoladas.
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) terá um aporte de R$ 80,5 milhões para comprar equipamentos modernos, incluindo uma máquina de ressonância magnética com inteligência artificial. No mesmo hospital, uma inédita Unidade de Tratamento de Queimados (ala especializada para ferimentos graves na pele) começa a funcionar com 8 leitos.
A rede ganha ainda 75 novos leitos de internação e UTI, com investimento de R$ 9,7 milhões divididos entre o HC-UFU e a Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro.
Mulheres vítimas de violência doméstica passam a contar com um programa inédito de reconstrução bucal. O tratamento reconstrutivo, financiado pelo FAEC (Fundo de Ações Estratégicas e Compensação), garante desde próteses até implantes dentários pelo SUS.
Por fim, o evento marcou a regulamentação dos profissionais que planejam essas políticas públicas, com a entrega da Carteira Nacional de Sanitaristas para quatro especialistas da região.
