Eritrocitaférese no SUS: Hemopa leva tratamento moderno para doença falciforme no Norte
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.
Quem convive ou acompanha alguém com doença falciforme já sabe: as crises dolorosas e as complicações podem vir ao longo do tempo. Na prática, o SUS ganha uma ferramenta mais moderna no Norte com a eritrocitaférese oferecida pela Hemopa (Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará).
Pensa assim: é como separar parte de uma “carga” que está com problema e colocar de volta outra parte que funciona melhor. No procedimento, com equipamento automatizado de aférese (processo que separa componentes do sangue), o serviço retira parte das hemácias alteradas e devolve hemácias saudáveis vindas de doação de sangue.
Na doença falciforme, essas hemácias mudam de formato, ficando com aparência semelhante a uma foice. Essa alteração deixa as células mais rígidas e dificulta a circulação, o que se conecta a crises dolorosas, anemia e complicações em órgãos.
O ponto-chave da novidade é o controle da hemoglobina S (marcador ligado à doença). O Hemopa explica que a implantação busca melhorar o monitoramento e, com isso, elevar a chance de um acompanhamento mais preciso de quem precisa de suporte transfusional.
O que muda na prática
A implantação acontece no Ambulatório Hematológico do Hemopa e foi coordenada por Gisele Maria Cardoso da Silva (enfermeira e gerente de Enfermagem) e Saide Maria Sarmento Trindade (médica hemato-pediatra e coordenadora do ambulatório), com apoio da gestão.
O objetivo declarado com a nova tecnologia inclui:
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Controle: mais precisão no acompanhamento da hemoglobina S
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Complicações: proposta de redução de complicações clínicas
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Oxigenação: melhora da oxigenação dos tecidos
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Segurança: mais segurança para quem precisa de terapia transfusional crônica
A equipe também aponta que o procedimento ajuda a diminuir o processo inflamatório associado à doença ao substituir uma parte das hemácias defeituosas por células saudáveis e oxigenadas.
Para Paulo Bezerra, presidente do Hemopa, oferecer a eritrocitaférese pela primeira vez na região Norte é um avanço para a saúde pública do Pará e amplia o acesso a um tratamento considerado moderno, seguro e mais eficaz.
Para entender o tamanho da necessidade, o Hemopa cita estimativas do Ministério da Saúde: a doença falciforme afeta entre 60 mil e 100 mil brasileiros. E, entre 2014 e 2020, houve média anual de 1.087 novos casos diagnosticados pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal.
Em resumo: quem faz acompanhamento no Ambulatório Hematológico do Hemopa pode ter acesso ao procedimento sem custo no SUS, com indicação definida pela equipe médica conforme critérios clínicos e necessidades individuais. E aí entra uma peça importante: para manter o tratamento, o Hemopa destaca a necessidade de doação voluntária de sangue.
E daí pra mim? Se você acompanha alguém com doença falciforme, a mudança é real porque a terapia avança dentro da rede pública, agora com eritrocitaférese disponível no Hemopa.

