Doenças raras no DF: edital de R$ 36,9 milhões para novo bloco do HAB
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 08:00.

Doença rara costuma ser aquela saga em que cada etapa é um “depois eu vejo”, e quem vive o problema sabe: diagnóstico demora, encaminhamento se perde e a família acaba tocando a rotina no modo sobrevivência. Na prática, o Governo do Distrito Federal (GDF) decidiu mexer nesse caminho com um novo bloco no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), reunindo especialidades no mesmo lugar.
Nesta sexta-feira (26), a governadora do DF, Celina Leão, assinou a ordem de serviço que marca o início do edital de licitação para viabilizar a construção do Bloco de Doenças Raras do Hospital de Apoio de Brasília (HAB).
O projeto tem investimento previsto de R$ 36,9 milhões. A proposta apresentada é ampliar a capacidade de atendimento, reduzir a fila de espera e concentrar no mesmo espaço serviços que hoje funcionam de forma descentralizada.
Para dar escala ao problema, a matéria cita uma estimativa de que cerca de 13 milhões de brasileiros convivam com doenças raras, com aproximadamente 150 mil no DF.
A lógica do bloco é centralizar etapas e especialidades. Pense como um “posto de gasolina” organizado no meio do caminho: em vez de parar em vários pontos diferentes para abastecer, trocar filtro e ajustar o motor, a ideia é reunir tudo numa mesma base para o fluxo ficar mais direto.
O que muda na prática
A obra será feita sob regime de contratação integrada (quando uma empresa fica responsável por projetos, execução, instalação de equipamentos e também pelos testes e comissionamentos, ou seja, a checagem para colocar a estrutura para funcionar). A expectativa anunciada é concluir o bloco em cerca de dois anos.
Segundo o que foi informado, o processo licitatório e a fiscalização ficam a cargo da Novacap. O projeto prevê 4.005,72 metros quadrados de área construída, distribuída em três níveis.
Nesse espaço, a proposta é concentrar serviços voltados ao atendimento de pessoas com doenças raras, como genética clínica, triagem neonatal ampliada, biologia molecular, citogenética, oncogenética e neurogenética. Também estão previstos ambientes para consultas, salas de infusão, laboratórios e auditório, além de áreas técnicas de apoio.
O ponto-chave defendido na matéria é que, ao colocar especialistas e diagnósticos sob o mesmo teto, fica mais simples integrar a atuação de profissionais de diferentes áreas. O chefe do Centro de Referência em Doenças Raras e Triagem Neonatal, Gerson Carvalho, aponta que a centralização favorece essa integração.
- Capacidade: ampliar o atendimento com um novo bloco no HAB
- Fila: expectativa de reduzir a fila de espera
- Diagnóstico: concentração de áreas como genética, biologia molecular e laboratórios
- Obra: contratação integrada, com Novacap no licenciamento e fiscalização
A unidade não começa do zero: a Unidade de Genética do HAB é habilitada desde 2016 pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Doenças Raras e atende pacientes de todo o Centro-Oeste.
E daí pra mim? Se você é paciente ou acompanha alguém, a mensagem é menos “vai e volta” entre lugares e mais um trajeto único para chegar a consulta e diagnóstico, agora com orçamento e cronograma na mesa: R$ 36,9 milhões para a construção do bloco.
