TEA: Copa no Amazonas estreia e aposta em esporte para adolescentes
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 21 de julho, às 08:01.
A convivência ajuda a terapia a “pegar” de um jeito mais leve, e é isso que a 1° Copa TEA da SES-AM coloca no centro. A ação aconteceu no Centro de Atenção Integral Juventude TEA, em Manaus, e usou esporte e atividades lúdicas para fortalecer habilidades sociais e emocionais de adolescentes atendidos pela rede estadual.
O evento foi realizado nesta segunda e terça-feira (15 e 16/06). Participaram adolescentes de 12 a 18 anos, reunidos em uma programação voltada ao desenvolvimento social, emocional e comportamental. A ideia foi criar um ambiente seguro e inclusivo, com foco em socialização, autonomia e fortalecimento de vínculos entre pacientes, familiares e a equipe multiprofissional.
Na prática, a Copa misturou competição e acolhimento. Além das partidas de futebol, os participantes tiveram oficinas de pintura, espaço para registros fotográficos e uma área de hidratação com frutas. Tudo foi pensado para sustentar o foco terapêutico do dia, com estímulos ligados a comunicação, cooperação, respeito às regras e trabalho em equipe.
O secretário de Estado de Saúde, Luís Alberto Saraiva, resumiu a aposta como uma forma de tornar a assistência mais humanizada: na visão dele, cuidar da saúde vai além do consultório e pode usar o esporte e atividades lúdicas para incentivar socialização e autonomia.
A secretária executiva de Atenção Especializada e Políticas de Saúde, Laís Moraes, também conectou a ação ao trabalho cotidiano do Juventude TEA. Segundo ela, a Copa é resultado do acompanhamento da equipe multiprofissional em consultórios e sessões terapêuticas, com foco em crescimento global, sensibilidade emocional e interação social.
E tem um ingrediente que faz diferença: aprender a lidar com as regras e com o ritmo do grupo. A gerente administrativa do Juventude TEA, Michelle Lima, tratou a Copa como ferramenta do processo terapêutico. A lógica é simples: trabalhar em equipe, se comunicar em grupo e lidar com vitórias e derrotas para fortalecer relações interpessoais.
O que muda na prática
- Público-alvo: adolescentes de 12 a 18 anos atendidos pelo Juventude TEA
- Objetivo: estimular comunicação, cooperação, respeito às regras e trabalho em equipe
- Ferramenta terapêutica: esporte e atividades lúdicas para apoiar socialização e autonomia
- Participação familiar: pais e responsáveis acompanham as atividades ao lado dos adolescentes
Se a terapia fosse um jogo, a Copa funciona como aquela rodada em que todo mundo entende o que vale, quando jogar e como se organizar. E foi exatamente isso que a mãe e acompanhante Viviane da Silva Lopes destacou ao participar das oficinas e competições com a filha, dizendo que o momento ajuda a fortalecer laços familiares e acompanhar o desenvolvimento.
O Juventude TEA reúne estrutura para cuidado integral, com salas terapêuticas, arena esportiva e o LAB TEA com realidade virtual para simular situações do cotidiano. A unidade foi inaugurada pelo governador Roberto Cidade em 10 de abril, dentro da ampliação da política pública voltada ao autismo no Amazonas.

