UTI Top Performer 2025: SES-AM ganha selo e acelera decisões com dados
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 16:01.
Na prática, o dia a dia de um hospital costuma ser como cozinhar com timer quebrado: muita pressa, pouca clareza. É justamente aí que entra a Governança Clínica, um jeito de organizar o cuidado com base em qualidade assistencial, segurança do paciente e acompanhamento de indicadores de desempenho (métricas que mostram como o serviço está funcionando).
Nesta terça-feira (23/06), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) recebeu reconhecimento nacional ligado ao Programa de Governança Clínica. O programa reúne unidades da rede estadual com monitoramento contínuo e melhoria dos processos de cuidado, deixando a gestão mais previsível também dentro dos hospitais.
Fazem parte da participação da SES-AM três unidades: Hospital do Coração Francisca Mendes, Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado e o Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam).
Um dos destaques veio do selo UTI Top Performer 2025, concedido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado. A premiação considera desempenho assistencial e eficiência operacional, olhando fatores como mortalidade ajustada ao perfil de risco (comparação que leva em conta a gravidade de quem chega) e uso adequado dos recursos.
Pensa na UTI como controle de tráfego aéreo: não dá para decidir no “achismo”, porque cada minuto pesa. O que a reportagem aponta é que a unidade acompanha métricas e ajusta o rumo conforme os dados indicam.
O que muda na prática
Segundo a matéria, o trabalho na rede estadual ao longo de 2025 inclui evolução na gestão dos leitos de terapia intensiva e de outros leitos hospitalares. No Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado, a modernização aparece em mudanças mensuráveis:
- Cirurgias em 24 horas: de 14 para 21 procedimentos diários (crescimento de 50%)
- Recuperação do fluxo: mais de 100 dias consecutivos sem pacientes nos corredores
- Diagnóstico com capacidade maior: primeiro serviço de Ressonância Magnética 3 Tesla, com produção mensal subindo de 8,2 mil para 13,1 mil (alta de cerca de 60%)
- Atendimento mais rápido na emergência: implantação do modelo Fast Track (organização para acelerar etapas)
A unidade também segue em modernização com reconstrução da área de politrauma e da ala cirúrgica, com futura implantação de Unidade de AVC.
E no resultado maior da rede?
O Amazonas integra um grupo com apenas 15 instituições públicas participantes do Programa de Governança Clínica. A reportagem informa que o prêmio citado foi desenvolvido pela Amib, pelo Instituto Brasileiro para a Segurança do Paciente (IBSP) e pela Epimed Solutions.
Ou seja, o recado final é prático: menos improviso e mais controle do cuidado com base em indicadores. Quando a UTI apresenta melhor desempenho e a gestão acompanha os números, o “e daí pra mim?” aparece no hospital: na organização do que vem primeiro e no cuidado com mais segurança.

