PADI para idosos no Rio: Plano Estadual vem aí e muda a rotina
Publicada em 20 de junho, 2026.
Atualizada em 14 de julho, às 18:00.
Cuidar de quem já passou dos 60 anos pode ser como organizar a casa antes da mudança: dá trabalho agora, mas evita estrago depois. No Rio, o foco das novas iniciativas é justamente ampliar o cuidado e chegar com mais atenção onde a pessoa vive, com prevenção e acompanhamento.
Nesta quinta-feira (18/06), o secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião, acompanhou o lançamento do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (PADI) e da Caderneta Digital. O evento aconteceu na Clínica da Família Wilma Costa, na Ilha do Governador, com a participação do ministro Alexandre Padilha e de autoridades estaduais e municipais.
O contexto é o envelhecimento populacional no Brasil e no estado do Rio, um processo estrutural, contínuo e acelerado. Na prática, isso pressiona a organização das políticas públicas e dos sistemas de proteção social e leva os gestores a ampliar a rede de cuidados para pessoas com 60 anos ou mais.
“Em julho, vamos lançar o Plano Estadual”, disse Ronaldo Damião. Ele será um documento norteador das políticas para idosos dentro do SUS (Sistema Único de Saúde). A proposta é garantir atenção integral e humanizada, com foco na manutenção da capacidade funcional e na autonomia e independência, promovendo um “envelhecimento ativo, saudável e participativo”.
A estratégia do PADI, segundo o ministro Alexandre Padilha, é fortalecer a atenção domiciliar para idosos com 60 anos ou mais no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) (o cuidado básico do dia a dia, perto do território). Trata-se de uma iniciativa de cofinanciamento do Governo Federal e, de acordo com o ministro, cerca de 3 mil municípios já aderiram ao programa.
O lançamento da Caderneta Digital, por sua vez, chega à sexta versão. O material é voltado tanto para o cidadão quanto para o profissional de saúde, para organizar registros de consultas, vacinas, medicamentos e resultados de exames.
O que muda na prática
Como num caderno de receitas bem organizado, a ideia é deixar o cuidado mais fácil de acompanhar e menos sujeito a “perder a informação” na correria.
- Foco: atenção integral e humanizada para manter capacidade funcional, autonomia e independência
- Cobertura: apoio à atenção domiciliar para idosos com 60 anos ou mais na APS
- Aderência: programa já conta com participação de cerca de 3 mil municípios
- Registro: Caderneta Digital para reunir consultas, vacinas, medicamentos e exames
No fim, a promessa é simples: melhorar as condições de vida e ampliar o acesso a serviços de saúde, com políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável. E daí pra mim? Se você é idoso, familiar ou trabalha na rede, o caminho tende a ser mais acompanhamento no território e informação reunida para orientar o cuidado.
