Bem-Estar

Copa do Mundo na UTIN: bebês na Maternidade de Camaçari torcem pelo Brasil

19/06/2026 19:38

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 16 de julho, às 06:01.

Copa do Mundo na UTIN: bebês na Maternidade de Camaçari torcem pelo Brasil
Sesab - Secretaria da Saúde do Estado da BahiaSES Bahia (SESAB)

Naquele dia em que o Brasil entra em campo, a torcida ecoou em outro lugar: na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) da Maternidade Regional de Camaçari (MRC). Os recém-nascidos participaram de uma ação de humanização inspirada no futebol e mandaram, do jeito deles, sua mensagem de apoio.

A cena foi montada com adereços feitos à mão pela equipe assistencial. Cada bebê recebeu uma caracterização em clima de Copa do Mundo, para transformar a rotina da internação neonatal em momentos de acolhimento e emoção para as famílias que acompanham o cuidado.

O ponto-chave aqui é que a ação foi planejada para caber na realidade clínica de cada criança. A coordenadora da UTIN, Ana Paula Nascimento, explicou que as atividades respeitam as condições dos recém-nascidos e também a decisão das famílias sobre participar. Na visão dela, quando a humanização entra na rotina, a equipe se aproxima das famílias e o tempo no hospital fica mais leve.

A participação, segundo a profissional, acontece de forma voluntária e mediante autorização. A escolha é feita com respeito às crenças individuais e ao estado clínico dos bebês, que podem ficar internados por semanas ou meses, especialmente em casos de prematuridade ou intercorrências no parto.

Para Jaci Santos Santana, de 43 anos, mãe de primeira viagem, a experiência teve um significado direto. Ela relatou que o bebê nasceu prematuro com 31 semanas e que a caracterização para a Copa do Mundo foi um momento especial de atenção e acolhimento. O que ela destacou foi a postura cuidadosa da equipe e o suporte dado às mães e aos bebês.

Na prática, a humanização no cuidado funciona como um “intervalo” dentro de um dia pesado: em vez de ser só procedimento, vira vínculo e presença. O Sistema Único de Saúde (SUS) prevê essa abordagem com acolhimento empático e respeitoso, considerando necessidades, sentimentos e dignidade de cada paciente.

O que muda na prática

Na Maternidade Regional de Camaçari (MRC), esse tipo de cuidado aparece também em outras frentes, como partos humanizados, práticas de fortalecimento do vínculo entre pais e bebês e o método canguru (contato pele a pele). Além disso, a unidade garante a participação das famílias na rotina assistencial.

A MRC também atende gestantes de alto risco e oferece acompanhamento integral. A unidade tem 107 leitos, voltados a serviços como obstetrícia, neonatologia e cirurgia. O acesso é feito por regulação via Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ou por demanda espontânea.

Ou seja: enquanto o país assiste ao jogo, ali dentro do hospital a torcida ganha forma em cuidado, respeito e aproximação. E, pra mãe que passa por semanas de internação, isso faz diferença no dia a dia.

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