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Dengue em Cuiabá usa 'radares' de ovos para barrar mosquito antes de nascer

A capacitação de **109** agentes nesta sexta-feira (**22**) acelera o bloqueio de criadouros e promete desafogar os hospitais da capital.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Dengue em Cuiabá usa 'radares' de ovos para barrar mosquito antes de nascer
SMS Cuiabá

Quem dirige pelas avenidas brasileiras conhece bem o "pardal" (aquele radar eletrônico que fotografa quem corre demais para evitar acidentes). A vigilância de Cuiabá agora usa essa mesma lógica de trânsito para frear doenças graves transmitidas pelo Aedes aegypti antes de o mosquito decolar.

O monitoramento inteligente de epidemias ganhou força na capital com a instalação de armadilhas biológicas nos bairros. O sistema identifica onde as fêmeas depositam os ovos, o que permite eliminar os focos antes de ocorrer um surto de dengue, zika ou chikungunya (infecções transmitidas por vírus).

Para colocar a estratégia nas ruas, a Prefeitura de Cuiabá realizou um treinamento prático nesta sexta-feira (22). A mobilização integra os esforços da Diretoria de Vigilância em Saúde (Divisa) do município e da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT).

A atividade preparou 109 Agentes de Combate às Endemias (ACE), além de técnicos e supervisores, para montar e monitorar as ovitrampas (armadilhas simples feitas com água e palha para colher ovos do inseto). O grupo começa agora a distribuir os dispositivos nos setores residenciais prioritários da cidade.

O que muda na prática

O ponto-chave é a antecipação. De acordo com o diretor da Divisa, Israel Paniago, a tecnologia ajuda o município a limpar os quintais antes que as larvas se desenvolvam. Na prática, esse bloqueio rápido evita que as pessoas adoeçam, diminuindo de forma preventiva a procura por atendimento em postos de saúde e hospitais públicos.

A divisão das equipes nos bairros e o planejamento das visitas domiciliares ficam sob a coordenação de Nathan Beuter, gerente de vigilância de endemias.

A operação segue as seguintes diretrizes:

  • Agentes mobilizados: 109 profissionais capacitados para monitoramento em áreas estratégicas.
  • Método utilizado: Ovitrampas para contar ovos e rastrear a presença do vetor.
  • Objetivo central: Mapear áreas vulneráveis para eliminar criadouros de forma antecipada.
  • Integração: Parceria técnica entre a gestão municipal e a SES-MT.

E daí para você? Mesmo com a tecnologia dos "radares" funcionando nos bairros, a prevenção doméstica continua sendo a barreira mais barata. Limpar o próprio quintal e eliminar recipientes que acumulam água impede que o mosquito encontre espaço para procriar e protege toda a vizinhança.

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