Médicos-veterinários e zootecnistas: Conagro puxa valorização do agronegócio
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 10 de julho, às 18:00.
Quando a estrada do campo está esburacada, o caminhão sofre, o produtor perde tempo e a produção paga o preço. No agronegócio, a “pavimentação” costuma vir do trabalho técnico: é ele que ajuda sanidade, manejo e produção a seguirem no ritmo certo. E foi justamente essa valorização, de médicos-veterinários e zootecnistas, que ganhou espaço nos debates da Comissão Nacional do Agronegócio (Conagro) do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).
A Conagro se reuniu em Brasília, nos dias 25 e 26 de junho, com uma meta explícita: restabelecer o devido valor para esses profissionais, segundo Valney Souza Correa, presidente da comissão. A justificativa é direta: eles participam do percurso do agronegócio em várias etapas, não só em um ponto isolado.
O que a Conagro diz que esses profissionais fazem
Na visão da comissão, médicos-veterinários e zootecnistas atuam em frentes como pesquisa, extensão rural (ação de levar conhecimento para a produção), organização das cadeias produtivas, produção e também certificação e fiscalização dos alimentos. Ou seja: é um conjunto de tarefas que influencia desde o que se sabe até o que chega ao mercado.
O ponto-chave, nessa “estrada de terra”, é conectar a técnica ao caminho inteiro: quando o conhecimento entra e circula no lugar certo, a cadeia tende a ficar mais estável. E aí o setor ganha mais base para decidir.
O que muda na prática
O encontro também gerou diretrizes voltadas a frentes bem definidas:
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Integração: ampliar a conexão com os Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs)
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Atuação no debate: fortalecer a participação institucional do Sistema CFMV/CRMVs em fóruns e entidades do agronegócio
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Foco técnico: abrir mais espaço para a Medicina Veterinária e a Zootecnia contribuírem com o desenvolvimento sustentável da agropecuária
Outro tema prioritário foi a cadeia produtiva do leite, tratada como estratégica para manter o produtor no campo. A comissão destacou que o leite depende de atuação em sanidade, nutrição, reprodução e manejo. No mesmo movimento, o CFMV pode promover diagnósticos e estimular discussões para fortalecer esse segmento.
Se você trabalha com alimentos, lida com produção ou depende do agronegócio, a conversa tem um “e daí pra mim?” claro: mais organização e mais presença técnica do Sistema CFMV/CRMVs nas discussões do setor tendem a se traduzir em decisões melhores ao longo da cadeia.
Composição da Comissão
Integraram a Conagro/CFMV Valney Souza Correa, Rogério Folha Bermudes, Francisco Pereira Ramos, Odilon José Claudino Soares, Cícero Estrella Farias, Jonata Bento de Araújo Meneses, Helder de Moraes Pereira e Adeilton Ricardo da Silva.
