Cheia do Rio Cauamé: Defesa Civil remove família de área de risco em Boa Vista
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 12:01.

Quando a água do Rio Cauamé começa a subir, o que antes era “perto de casa” vira questão de minutos. Em Boa Vista, a Defesa Civil Municipal fez a primeira remoção de uma família que vivia em área de risco por causa da cheia que atinge os bairros Caranã e Cauamé.
A ação começou depois de um pedido de ajuda feito pelo telefone 156. Assim que a solicitação foi registrada, uma guarnição foi ao local para retirar com segurança o casal e os dois filhos. A casa foi atingida pela inundação e, durante a operação, também houve apoio para levar os bens que ainda podiam ser removidos.
O ponto que dá para entender rápido é o seguinte: a retirada foi feita de forma “rápida e humanizada” e a família foi acolhida por parentes que moram em uma área mais segura da cidade.
Segundo o comandante da Defesa Civil Municipal, Jander Cleyton, o momento exige atenção redobrada. A Defesa Civil afirma que acompanha a cheia dos rios que cercam Boa Vista e trata o trabalho preventivo como algo essencial para proteger vidas. A estratégia inclui mapeamento de áreas de risco, monitoramento de pontos críticos e atuação quando há risco iminente para as famílias.
Na prática, é como a chuva que pega quem esqueceu o guarda-chuva: quanto antes o alerta chega e a decisão sai, melhor para evitar estrago. E é por isso que a equipe segue em campo com ações preventivas, monitoramento constante e orientação à população em áreas suscetíveis a alagamentos e inundações.
O que muda na prática
Para quem mora perto de rios, córregos e regiões que já alagam, o recado é objetivo: seguir os alertas e agir rápido se houver risco.
- Público-alvo: moradores próximos a rios, córregos e áreas historicamente alagáveis
- Eficácia: remoção feita após acionamento pelo 156, com retirada segura e apoio no transporte de bens
- Risco em evidência: monitoramento de áreas críticas durante a cheia
- Orientação direta: acionar a Defesa Civil imediatamente em caso de perigo
Chuvas acima do esperado
O cenário climático que vem sustentando as ações é de volume alto. Nas últimas 24 horas, Boa Vista acumulou 75 mm, sendo 50 mm apenas nas últimas seis horas, segundo dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). A média esperada para maio é de 347 mm, e isso representa que, em um único dia, choveu o equivalente ao previsto para uma semana.
O Inmet emitiu alerta laranja para a capital, com previsão de chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, além de ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h.
Ou seja: se a cidade está sendo “empurrada” pelo nível do rio e pela intensidade da chuva, a saída é antecipar. E daí pra mim? É simples: atenção aos alertas, planejamento em casa e acionamento imediato pelo 156 quando o risco começar a bater à porta.
