Política & Gestão

Atendimento psiquiátrico no Piauí ganha reforço técnico para garantir segurança em crises

Profissionais de saúde, assistência social e justiça da região de Floriano passaram por capacitação prática do Samu para qualificar o acolhimento na rede pública.

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 6 de setembro, às 22:00.

Atendimento psiquiátrico no Piauí ganha reforço técnico para garantir segurança em crises
SESAPI

Quando a tensão sobe em um campo de futebol, o bom árbitro não resolve o conflito com gritos ou força bruta. Ele usa o posicionamento correto, o diálogo técnico e o manual de regras para acalmar os ânimos e manter todo mundo em segurança.

Essa mesma lógica de controle e técnica orientou o treinamento prático de dezenas de profissionais de saúde e assistência no interior do Piauí. Nesta terça-feira (27), eles aprenderam novas diretrizes de abordagem e contenção (procedimento seguro para acalmar e imobilizar fisicamente um paciente em surto, quando necessário).

A capacitação aconteceu na X Coordenação Regional de Saúde, em Floriano. O foco do encontro foi qualificar quem atua diretamente na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS-PI, o conjunto de serviços públicos que acolhem pessoas com sofrimento psíquico) da Macrorregião Cerrado.

A iniciativa partiu da Diretoria de Atenção à Saúde Mental (DASM), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). Quem conduziu as atividades teóricas e práticas foi a equipe do SAMU Estadual.

  • Facilitadores: Profissionais do SAMU Estadual.
  • Público-alvo: Equipes da Atenção Básica, CAPS, CRAS, CREAS, leitos de saúde mental, hospitais gerais, redes de urgência, além de representantes da educação e da justiça.
  • Objetivo: Fortalecer a rede de atendimento e trazer mais segurança técnica no trato com pacientes.

O que muda na prática

O ponto-chave é a segurança de quem cuida e de quem é cuidado. Na prática, o paciente em sofrimento psíquico grave recebe um atendimento humanizado, minimizando os riscos de lesões físicas ou traumas. Para os hospitais e unidades de saúde, a capacitação padroniza a atuação das equipes, que passam a agir com técnica em vez de improviso na hora de conter uma crise.

Assim, a rede pública ganha um time que sabe exatamente como entrar em campo para acalmar o jogo e proteger vidas, sem precisar apelar para medidas extremas.

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