Bem-Estar

Leitos hospitalares: Santos quer solução regional e mais velocidade nas UPAs

O Summit em Gestão de Saúde do Litoral Paulista, no dia 17, reuniu gestores e especialistas para discutir como reduzir o gargalo de leitos e acelerar a transferência das UPAs para internação.

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 18 de julho, às 04:00.

Leitos hospitalares: Santos quer solução regional e mais velocidade nas UPAs
Com o tema “Inovação & Desafios na Saúde”, o encontro reuniu especialistas, gestores públicos e representantes de instituições de referência. Foto: divulgaçãoSMS Santos

Fila na porta, paciente precisando de vaga e a rede tentando “passar todo mundo” no mesmo corredor. Essa é a sensação que apareceu no Summit em Gestão de Saúde do Litoral Paulista, no dia 17, na sede da Associação Comercial de Santos. A pauta foi direta: ampliar a oferta de leitos hospitalares na região da Baixada Santista.

Quem abriu a cobrança foi o secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez. Segundo ele, a Baixada Santista enfrenta um déficit de 1.700 leitos hospitalares, e o problema não se resume a uma cidade. Na prática, é como quando tem muita gente na entrada de um supermercado, mas falta alguém para seguir o fluxo nos caixas: a demanda cresce, o atendimento trava e o tempo de espera aumenta para quem precisa ser encaminhado depois.

O ponto que Lopez insistiu foi a passagem mais rápida do paciente das urgências para a internação. O foco é acelerar o caminho das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) até os leitos hospitalares. A reivindicação faz parte de uma atuação contínua, voltada a governos federal e estadual, para melhorar o atendimento e dar mais agilidade nessa transição.

O que muda na prática

Se a ampliação de leitos ganhar tração, a expectativa é diminuir o efeito do acúmulo nas portas de urgência e melhorar o encaminhamento para internação. Isso também puxa ajustes na base do cuidado para a rede não ficar sobrecarregada.

Na conversa do evento, duas frentes receberam destaque:

  • Oferta de leitos: reduzir o impacto do déficit de 1.700 leitos na região
  • Agilidade nas transferências: tornar o trajeto das UPAs até os leitos hospitalares mais rápido
  • Atenção Primária: fortalecer prevenção e promoção para diminuir a pressão no sistema
  • Inovação em saúde: ampliar iniciativas como telemedicina e projetos de Telessaúde

Além dos leitos, Lopez tratou a Atenção Primária como prioridade da administração municipal. A proposta é ampliar ações de prevenção e promoção, aperfeiçoar estratégias para reduzir absenteísmo (faltas/ausências em consultas e atividades) e fortalecer a saúde da família.

No capítulo de inovação, ele citou que o Município implantou telemedicina, desenvolveu projetos de Telessaúde no Parque Tecnológico de Santos e está ampliando parcerias. Lopez mencionou ainda uma intenção com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para fortalecer a Atenção Primária com um projeto inovador.

E aí? Para o paciente e para a rede pública, o recado do evento ficou simples: quando falta capacidade e o fluxo não anda, cada etapa vira mais espera. A solução, segundo o que foi discutido, começa por encarar o gargalo e, em paralelo, fortalecer a base do cuidado.

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