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Violência contra a mulher: vivência no SUS reforça atendimento humanizado

A ação reúne 33 viventes, entre profissionais da saúde e estudantes dos cursos de medicina, enfermagem, psicologia e terapia ocupacional.

Publicada em 20 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Violência contra a mulher: vivência no SUS reforça atendimento humanizado
A ação reúne 33 viventes, entre profissionais da saúde e estudantes dos cursos de medicina, enfermagem, psicologia e terapia ocupacional

Quando o assunto é violência sexual, o atendimento pesa tanto quanto o diagnóstico. Em Rondônia, uma vivência coloca profissionais e estudantes cara a cara com a rotina da Rede Pública de Saúde para fortalecer o acolhimento e a atuação integrada com cuidado e ética.

A “Vivência do Madeira: território, SUS, participação social e rede intersetorial no enfrentamento da violência contra a mulher” começou no dia 18 de maio e reúne 33 viventes, entre profissionais da saúde e estudantes de medicina, enfermagem, psicologia e terapia ocupacional. A programação segue até 24 de maio, com atividades em Porto Velho e na comunidade de São Carlos.

A ideia é simples de entender: antes de qualquer conduta técnica, quem chega em situação de violência precisa ser escutada com humanidade. Durante a imersão, os participantes conversam com agentes das redes de atendimento e proteção à mulher e discutem temas como humanização no cuidado, ética, comunicação sensível e políticas públicas. Ou seja, é menos “procedimento no automático” e mais atenção ao que a pessoa vive e ao que a rede consegue fazer junto.

O que muda na prática

Pense no atendimento como uma “linha de cuidado” que só funciona quando cada estação se conecta. Na vivência, os participantes trabalham para evitar falhas que podem aumentar o sofrimento da vítima, principalmente na comunicação.

Um dos pontos debatidos é a comunicação ética e sensível: o peso das palavras na vida das vítimas, o papel da sociedade na proteção em redes sociais e a prevenção da revitimização (quando a pessoa sofre de novo por atitudes inadequadas). Também entram no debate o uso inadequado de imagens e abordagens que ainda culpabilizam mulheres pelo sofrimento vivido.

Para orientar essa prática, a coordenadora do projeto, Patrícia Queiroz, explicou que a proposta vai além da formação técnica: a vivência busca uma experiência coletiva de reflexão, escuta e construção de redes de cuidados a partir da realidade local.

Os encontros incluem rodas de conversa, oficinas, encontros integradores, cartografias sociais e visitas de campo. Assim, o grupo discute território, violência, saúde mental, governança e intersetorialidade, reunindo diferentes olhares para fortalecer a rede pública.

  • Público-alvo: 33 viventes entre profissionais e estudantes
  • Foco: acolhimento, escuta e atuação integrada na rede de proteção
  • Tema-chave: comunicação ética e sensível para evitar revitimização
  • Duração: de 18 a 24 de maio

No governo de Rondônia, Marcos Rocha vê a iniciativa como reforço da rede e ampliação do cuidado humanizado. Já o secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira, relaciona a qualificação permanente ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e à garantia de acolhimento seguro, ético e humanizado.

No fim, a pergunta que fica é direta: com mais gente treinada para escutar e integrar a rede, o atendimento chega com mais cuidado onde realmente importa. E daí pra mim?

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