Política & Gestão

Policlínica Metropolitana de Belém transforma a cansativa fila de espera em autocuidado

O projeto Minutos que Cuidam acolhe mais de mil pessoas diariamente com orientações práticas sobre prevenção de doenças e nutrição enquanto os pacientes aguardam atendimento médico

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 28 de agosto, às 16:00.

Policlínica Metropolitana de Belém transforma a cansativa fila de espera em autocuidado
Foto: Ascom/Poli Metropolitana

Sabe aquele tempo parado na sala de espera que parece render menos do que bateria de celular antigo? Na Policlínica Metropolitana do Pará, em Belém, esse momento ocioso virou uma oportunidade para aprender sobre saúde, quase como aquela conversa boa no portão de casa que sempre traz um conselho útil.

Com o projeto Minutos que Cuidam, a unidade do Governo do Pará, gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), transforma a rotina de quem aguarda consultas e exames em um espaço de acolhimento e escuta.

O projeto reúne profissionais de várias áreas na recepção para conversar diretamente com as pessoas. Entre as orientações, os usuários aprendem sobre doação de sangue, alimentação saudável e os fluxos do Tratamento Fora do Domicílio (TFD - canal que viabiliza o tratamento de pacientes em cidades diferentes de onde residem).

De acordo com a gerente assistencial da unidade, Kérina Quaresma, a iniciativa olha para o usuário de forma integral. A Policlínica Metropolitana recebe mais de mil pessoas por dia e usa esse período para aproximar os cidadãos de informações úteis para o bem-estar.

Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, a informação clara funciona como ferramenta essencial de prevenção e cuidado dentro do SUS.

O que muda na prática

O aprendizado rápido ensina o paciente a se cuidar no dia a dia. No caso de quem convive com a doença renal (comprometimento do funcionamento dos rins), a orientação correta evita complicações graves.

A nutricionista Alessandra Macedo, que participa da ação, reforça que o controle do corpo depende diretamente de ajustes no prato. Alguns pontos exigem atenção redobrada:

  • Proteínas e sódio: exigem controle rigoroso no plano alimentar para não sobrecarregar os rins.
  • Fósforo e potássio: demandam equilíbrio diário para evitar desajustes que afetem o quadro clínico do paciente.
  • Apoio da família: essencial para sugerir cardápios variados e saborosos que estimulem a adesão à dieta.

Na prática, as orientações dão autonomia para o paciente aplicar as mudanças dentro de casa e fortalecem o papel da prevenção no sistema de saúde.

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