Política & Gestão

R$ 8,9 milhões Promoção da Saúde no Norte de Minas: veja destinos

Repasse da SES-MG chega a 86 municípios e reforça, com cofinanciamento, ações ligadas ao POEPS e às PICS ainda em 2024

Publicada em 25 de junho, 2026.

Atualizada em 14 de julho, às 04:01.

R$ 8,9 milhões Promoção da Saúde no Norte de Minas: veja destinos
Promoção da Saúde: SES-MG destina R$ 8,9 milhões para cofinanciamento de ações em 86 municípios do Norte de MinasSES Minas Gerais

No Norte de Minas, Promoção da Saúde vai ganhar fôlego com dinheiro carimbado para virar serviço no SUS. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) vai destinar R$ 8,9 milhões para o cofinanciamento em 86 municípios da macrorregião de Saúde do Norte, dentro do Programa de Promoção da Saúde (POEPS).

Pensa nisso como pintar a casa antes da mudança: a política sai do papel e ganha “cor” no território. E aí cada município aplica o apoio em iniciativas que fazem sentido localmente, guiadas por critérios como tamanho da população e a estrutura da atenção básica.

Esse repasse faz parte do montante estadual previsto para este ano: R$ 77,7 milhões para os 853 municípios de Minas, conforme a Resolução 11.194, publicada em 20 de maio.

Entre as prioridades estão ações e serviços conectados à Política Estadual de Promoção da Saúde (POEPS), às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), à política estadual de saúde integral de LGBT e à política estadual voltada à saúde integral da população negra e quilombola.

Na explicação técnica, a referência Graciele Helena Fernandes Silva, da Coordenação de Redes de Atenção à Saúde na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, aponta que o valor muda conforme fatores como estimativa populacional, um fator de alocação de recursos estaduais, cobertura da atenção primária à saúde, quantidade de equipes de Estratégia de Saúde da Família (eSF) e número de serviços do programa Academia da Saúde, com registros de ações no Sistema de Informação da Atenção Primária.

O que muda na prática

Pelas regras da SES-MG, as PICS são tratamentos baseados em um modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade das pessoas (ou seja: olham para o indivíduo por inteiro, e não só para um sintoma). A proposta é estimular mecanismos naturais de prevenção, promoção e recuperação da saúde, usando tecnologias consideradas eficazes e seguras.

Na rotina, isso pode aparecer como oferta de serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como homeopatia, medicina tradicional chinesa e acupuntura, plantas medicinais e fitoterapia, medicina antroposófica e termalismo social/crenoterapia, yoga, Shantala e terapias comunitárias.

  • Público-alvo: iniciativas ligadas ao POEPS e também à saúde integral de LGBT e da população negra e quilombola
  • Como o dinheiro vai: cofinanciamento de ações e serviços ligados ao POEPS e às PICS
  • O que orienta o valor: critérios como cobertura da atenção primária, número de eSF e registros no sistema
  • Onde a oferta acontece: serviços disponibilizados pelos municípios via SUS

Para a área de atuação da SRS de Montes Claros, a previsão é R$ 5,9 milhões para 54 municípios. A GRS de Januária recebe R$ 2,4 milhões para 25 municípios, e a GRS de Pirapora terá R$ 610 mil para 7 municípios.

Entre os maiores aportes citados, aparecem Montes Claros (R$ 1,2 milhão) e também Janaúba (R$ 243,4 mil), Januária (R$ 252,5 mil), São Francisco (R$ 209,9 mil) e Porteirinha (R$ 207,3 mil).

Ou seja: com o cofinanciamento chegando, as cidades passam a ter mais condições para ampliar ações de promoção da saúde e fortalecer o autocuidado apoiado no SUS. E daí pra mim? Fica mais fácil encontrar no serviço público práticas que ajudam a cuidar melhor do dia a dia, não só a apagar incêndio.

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