Memória da Covid-19 vira exposição gratuita com acervo interativo em Brasília
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 10 de setembro, às 04:01.

Sabe aquela caixa de recordações que as famílias guardam no armário para não esquecer os tempos difíceis e as superações? O Brasil acaba de abrir uma dessas caixas, em tamanho gigante, para processar as marcas da maior crise sanitária do século.
A exposição gratuita "A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros" estreou nesta terça-feira (26), no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília. A mostra reúne dez estações imersivas que transformam relatos digitais em uma experiência sensorial coletiva.
O projeto funciona como um grande arquivo de memórias repleto de relatos, fotos, vídeos, cartas e diários de pessoas de todo o país. Esse acervo colaborativo foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), o Bireme (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com projeto expográfico do Estúdio Bijari.
No lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o fortalecimento do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e criticou o negacionismo do passado, apontando que pelo menos metade das mortes seria evitada com a oferta ágil de vacinas. Para garantir que essas histórias não se percam no fundo da gaveta, o governo federal também instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 em 12 de março — data da primeira morte registrada no país, que perdeu mais de 700 mil vidas.
O que muda na prática
O ponto-chave é que olhar para essa caixa de recordações ajuda o país a não repetir os mesmos erros e a fortalecer a saúde pública. Na prática, a ação acompanha um esforço de imunização que já mostra resultados, como o aumento da vacinação infantil registrado em 2025.
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Roteiro da exposição: Fica em Brasília até 28 de junho, passa por São Paulo, Fortaleza, Manaus e Porto Alegre, e depois se instala definitivamente no CCMS (Centro Cultural do Ministério da Saúde), no Rio de Janeiro.
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Público-alvo da vacina: O imunizante contra a Covid-19 agora faz parte do calendário oficial para crianças (de seis meses a menores de cinco anos), gestantes e idosos com 60 anos ou mais.
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Memorial físico: Quem visitar o Rio de Janeiro já pode conhecer o espaço inaugurado em 7 de abril no CCMS, administrado pela SOCULTFio (Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz) em parceria com a Fiocruz, que traz os nomes das vítimas, obras dos artistas Danilo Andrade e Darlan Rosa, e um parquinho temático infantil.
No fim das contas, encarar as lembranças dessa caixa pode ser doloroso, mas é o passo necessário para valorizar a ciência e proteger as próximas gerações.
