Saúde mental no SUS: intercâmbio fortalece o R3 em Salvador
Publicada em 30 de junho, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 06:02.
Quando a formação do SUS começa a conversar com a prática, o resultado aparece no cuidado. Nesta segunda-feira (29), a Escola de Saúde Pública de Salvador (ESPS) recebeu representantes de instituições nacionais para um intercâmbio técnico voltado a melhorar a formação médica no Sistema Único de Saúde (SUS).
O foco da agenda foi aproximar teoria e serviço: a experiência da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador na formação de médicos de família com ênfase em Saúde Mental e cuidado à pessoa em situação de rua.
E isso tem ligação direta com o Ano Adicional (R3) da Residência em Medicina de Família e Comunidade. Nesse projeto, o Projeto Político-Pedagógico (PPP) organiza como a residência ensina e como o serviço participa da formação. Na prática, a proposta apresentada pela ESPS é qualificar a assistência em saúde mental na Atenção Primária.
Pensa num ensaio de música antes do show: não é só decorar a letra, é aprender o tempo certo junto de quem toca todo dia. Ao ver de perto os cenários de cuidado, os visitantes entendem como a formação se encaixa no ritmo real da rede.
O intercâmbio acontece ao longo de três dias e inclui visitas e atividades em locais como o Consultório na Rua (CnaR) e o CAPS III Jardim Armação. Também há experiências na USF Garcia (USF é a Unidade de Saúde da Família) e uma roda de conversa com médicos egressos do programa.
Essa conversa deve discutir efeitos da formação tanto na assistência quanto na gestão da saúde pública, justamente para conectar o que se aprende com o que muda no dia a dia do SUS.
O coordenador do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da ESPS, Diego Bomfim, afirmou que o R3 busca ampliar a qualificação dos médicos de família para lidar com demandas complexas. O objetivo é sustentar cuidado integral, atuação em rede e fortalecimento da Atenção Primária, além de promover troca de experiências para aprimorar o programa.
O que muda na prática
- Formação: o Ano Adicional (R3) direciona qualificação em Saúde Mental e no cuidado à pessoa em situação de rua com foco na Atenção Primária
- Integração ensino-serviço: visitas a cenários como CnaR, CAPS III e USF mostram a rotina do cuidado entrando na formação
- Troca de experiências: a roda com médicos egressos mira impacto na assistência e na gestão
- Fortalecimento do SUS: cooperação entre instituições de diferentes estados apoia estratégias de cuidado em saúde mental com atenção integral
A agenda foi pensada para coincidir com o período de transição dos estágios dos residentes, permitindo que a comitiva acompanhe a dinâmica do programa e a articulação entre cenários de prática.
Participam do intercâmbio Andrea Taborda (presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, SBMFC), Tammy Rodrigues (Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da UERN, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte) e Lorrainy Solano (Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró, RN).
E daí pra mim? No fim, a conversa é para preparar melhor os médicos de família para lidar com Saúde Mental e com o cuidado de quem vive em situação de rua, conectando formação e serviço dentro do SUS.

