MNSL dá alta após 5 meses e Sofia Vitória sai com 5.940 g

Taís Menezes comemorou a alta hospitalar da filha Sofia Vitória depois de cinco meses de internamento na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL). A bebê tinha malformações genéticas, nasceu com 3.350 gramas e saiu com 5.940 g após tratamento intensivo na unidade de alta complexidade.
Segundo a mãe, o quadro começou com hidrocefalia, mielomeningocele e chiari tipo 2 e, ao longo do acompanhamento, foi identificada uma síndrome rara que afeta o sistema neurológico e a coluna, além de trazer problemas respiratórios. Ela contou que Sofia passou por diversas cirurgias e recebeu assistência na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin).
A gerente da Utin, a enfermeira neonatologista Juliana Fonseca, afirmou que a bebê teve acompanhamento especializado com neurologista pediátrico, otorrinolaringologista e neonatologistas, entre outros profissionais. Sofia teve procedimentos cirúrgicos, recebeu alta usando oxigênio, com gastrostomia (GTT) e traqueostomia, e vai ser acompanhada para o desmame pelo projeto Melhor em Casa, iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS) que leva atendimento médico e multiprofissional até a casa.
O objetivo é manter a continuidade do cuidado com suporte da Atenção Primária. Juliana explicou que, nessa parceria, a família segue acompanhada no Ambulatório de Seguimento (o antigo Follow-up), enquanto a rotina do cuidado em casa vai ganhando forma.
A avó, Jane Cristina, também celebrou a chance de levar a neta pra continuar o tratamento. Ela disse que a família recebeu acolhimento durante o período mais difícil e que agora vê a recuperação com mais tranquilidade.
Por que isso é importante
- O caso mostra como o Melhor em Casa pode facilitar a transição da Utin pra casa, sem “largarem” a família de repente.
- Mesmo com necessidade de suporte como traqueostomia e gastrostomia, o acompanhamento estruturado reduz o risco de descontinuidade do tratamento.
- Pra saúde pública, é mais um exemplo de como o SUS tenta unir alta hospitalar e cuidado contínuo no dia a dia.
Alta depois de cinco meses é alívio. Mas, nesse tipo de jornada, também é prova de que acompanhamento não pode parar na porta do hospital.
