Política & Gestão

Hospital de Barcarena adota escalda-pés e terapia para acolher mães em UTI

Ações de acolhimento no Pará mostram como o cuidado com a mente e o corpo ajuda a enfrentar a rotina difícil de internações neonatais

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 10 de setembro, às 14:01.

Hospital de Barcarena adota escalda-pés e terapia para acolher mães em UTI
SES Pará (SESPA)

Quem cuida de todo mundo também precisa de uma tomada para recarregar a própria bateria. Na correria do dia a dia, manter a energia de pé parece aquele malabarismo para o celular não desligar antes de chegar em casa.

Para garantir esse fôlego, o Hospital Materno Infantil de Barcarena (HMIB), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), realizou uma série de ações de humanização em maio. O objetivo é dar suporte físico e emocional para as mulheres, sejam elas funcionárias ou pacientes da unidade. Afinal, ninguém consegue dar suporte com a bateria zerada.

A primeira carga de energia foi para quem trabalha na linha de frente. O Núcleo de Gestão de Pessoas (NGP) organizou o projeto "Cuidando de Quem Cuida" para as funcionárias que dividem o tempo entre os plantões e a maternidade. As profissionais ganharam um almoço especial e lembranças personalizadas com fotos dos filhos em ímãs de geladeira, aliviando o cansaço mental.

No dia 13 de maio de 2026, o hospital mirou nas mães que acompanham os bebês internados na unidade neonatal. Para esse grupo, que vive sob constante tensão, a Comissão de Humanização Hospitalar montou um verdadeiro posto de recarga. Teve bingo, entrega de produtos de beleza e uma sessão de escalda-pés (técnica de imersão dos pés em água morna para relaxamento e alívio do estresse).

Flavine Gonçalves, presidente da comissão, explica que o objetivo é ir além do tratamento médico clássico e cuidar do bem-estar de quem está acompanhando o paciente.

A saúde mental também entrou na pauta com o Projeto Saúde em Dia. A psicóloga e coordenadora multiprofissional Larissa Ribeiro comandou rodas de conversa sobre o puerpério (período pós-parto), a maternidade solo e os desafios emocionais de ter um filho na UTI.

O que muda na prática

Para as famílias e profissionais de saúde, esse tipo de acolhimento funciona como aquele carregador portátil que salva o dia. O ambiente hospitalar deixa de ser apenas um lugar de agulhas e exames para se tornar um espaço de escuta ativa e suporte real.

  • Público-alvo: Mães colaboradoras da instituição e mães de recém-nascidos internados na unidade neonatal.
  • Ações de bem-estar: Rodas de conversa psicológica, sessões de escalda-pés, bingo e homenagens com fotos.
  • Foco do suporte: Saúde mental, descompressão emocional e bem-estar físico além do atendimento clínico tradicional.
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