Hepatites virais no Pará: Sespa reúne sociedade civil para acelerar eliminação até 2030
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de julho, às 08:01.

Belém teve três dias de conversa técnica e participação social para deixar mais claro o caminho do diagnóstico e do cuidado com hepatites virais no Pará. Na prática, o que saiu do encontro foi um alinhamento de estratégias que pode chegar direto à rotina dos serviços de saúde.
A programação do 6º Encontro dos Serviços de Atendimento Especializado (SAEs) em Hepatites Virais foi concluída nesta sexta-feira (19), no auditório da Sespa, em Belém. O último dia foi dedicado aos “Diálogos da Sociedade Civil”, com foco em hepatites virais no estado.
O encontro foi organizado pelas equipes técnicas do Departamento de Controle de Doenças Transmissíveis, por meio da Coordenação Estadual de Hepatites Virais (CEHV), em parceria com a Coordenação Geral de Vigilância em Hepatites Virais do Ministério da Saúde. O tema foi “Prevenção Combinada: o Pará rumo à eliminação das hepatites virais”, com o objetivo de alinhar vigilância, prevenção, diagnóstico e manejo clínico das hepatites, mirando a eliminação das hepatites B e C até 2030.
Ou seja: o debate passou por como organizar melhor o fluxo dentro dos SAEs, como atualizar o cenário epidemiológico e como colocar em prática o Guia para Eliminação das Hepatites Virais no Brasil. Para quem está na ponta, isso ajuda a reduzir “buracos” entre diagnóstico, encaminhamento e acompanhamento.
Uma analogia para entender: é como ajustar as peças de um liquidificador antes de ligar. Se o copo encaixa, a tampa fecha e a lâmina está no lugar, o resultado sai melhor e mais rápido. Aqui, a “engrenagem” é a cadeia de prevenção e cuidado: vigilância, testes, orientação, vínculo com o serviço e imunização.
O que muda na prática
A CEHV da Sespa reforçou que a ideia é intensificar ações para simplificar o diagnóstico, ampliar testagens e estimular a busca ativa de casos que ainda não foram vinculados ao SUS. Também foi citada a necessidade de estimular imunização para as hepatites A e B e fortalecer as linhas de cuidado, com monitoramento e divulgação de avanços do plano de eliminação.
Na abertura, Caroline Figueiredo destacou ainda o papel de governantes, academia, pesquisadores e organizações da sociedade civil para alcançar metas. Jair Nunes, da sociedade civil e presidente do Paravidda, também defendeu que participação popular vai além de acolhimento: é garantir que as pessoas entendam seus direitos, com os protagonistas envolvidos nas políticas.
- Foco: vigilância, prevenção, diagnóstico e manejo das hepatites virais
- Meta: eliminação das hepatites B e C até 2030
- Ações citadas: testagens, busca ativa e vacinação das hepatites A e B
- Guia de apoio: Guia para Eliminação das Hepatites Virais no Brasil
E daí pra mim?
Se a conversa vira rotina nos serviços, o impacto tende a aparecer como diagnóstico mais cedo, mais testagem e mais gente orientada para buscar cuidado no tempo certo. No fim, é disso que o combate às hepatites precisa: organização para chegar antes do problema.
