Auditoria FAHosp na FCecon: oito áreas avaliadas para aumentar segurança do paciente
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 22:01.
Se você depende do SUS, a regra é simples: assistência boa aparece quando os processos funcionam antes do paciente precisar. Nesta quarta-feira (24/06), a FCecon (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas), ligada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), entrou em uma auditoria simulada do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
O foco foi a primeira avaliação usando a Ferramenta de Avaliação Hospitalar (FAHosp). Na prática, é uma forma de checar se os processos e fluxos do hospital estão alinhados com o que se espera na rotina do SUS (ou seja, se o “jeito de fazer” está consistente).
Para entender sem complicar, pense como revisão de lista antes de uma viagem: se você monta o roteiro certo e confere cada item, a chance de dar problema no meio do caminho cai muito. Foi com esse espírito que a FCecon foi avaliada em oito áreas focais definidas no planejamento do Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP).
Esse RHP acontece no âmbito do Proadi-SUS, programa do Ministério da Saúde (MS) voltado a apoiar o desenvolvimento institucional do SUS. O projeto, segundo o apresentado, analisa o perfil das unidades para indicar onde há necessidade de melhorias.
O diretor-presidente Gerson Mourão explicou que a auditoria simulada serve como preparação para a avaliação que deve acontecer em novembro. Entre os setores incluídos na checagem estão a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enfermarias, urgência e emergência, farmácia e engenharia clínica.
O que muda na prática
O caminho é direto: primeiro, o hospital levantou um diagnóstico situacional para apontar o que precisava ser trabalhado ao longo de um ano. Agora, a etapa é verificar o que foi executado e identificar possíveis conformidades e não conformidades.
A chefe do Departamento de Enfermagem da Fundação, Shirley Fragoso, disse que os consultores avaliaram qualidade e segurança do paciente, práticas assistenciais e processos da cadeia medicamentosa (o fluxo ligado a medicamentos, da organização até o uso). O fluxo de admissão, transferência e alta também entrou na revisão.
- Público-alvo: paciente atendido nos setores auditados (UTI, enfermarias e urgência/emergência)
- Eixo da avaliação: qualidade e segurança do paciente, práticas assistenciais e cadeia medicamentosa
- Foco operacional: fluxo de admissão, transferência e alta
- Objetivo declarado: reduzir custos e padronizar fluxos de gerenciamento de recursos humanos e materiais, refletindo nas práticas de assistência ao paciente
Ou seja: antes da auditoria do próximo ciclo, a FCecon usa essa etapa para ajustar o que precisa ser ajustado. E daí pra mim? Menos improviso e mais segurança e organização na assistência ao paciente no dia a dia do hospital.

