Política & Gestão

Saúde no Pará ganha reforço milionário para encurtar viagens exaustivas de pacientes

A descentralização de exames e cirurgias no sudoeste do estado reduz a dependência de grandes centros urbanos e acelera atendimentos complexos.

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 28 de agosto, às 18:00.

Saúde no Pará ganha reforço milionário para encurtar viagens exaustivas de pacientes
Governo do Pará investe na descentralização da saúde pública com serviços especializados em todas as regiões Foto: Divulgação

Sabe aquela viagem exaustiva de ônibus, sacolejando por estradas de terra durante horas apenas para conseguir uma consulta médica? Para os moradores do sudoeste do estado, essa rotina cansativa está perto do fim com as novas obras regionais.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) avança na descentralização do atendimento para aproximar exames e tratamentos complexos de onde as pessoas vivem. O foco das ações é a região de integração do Xingu, historicamente marcada por desafios logísticos de transporte.

O principal símbolo desse avanço é a futura Policlínica de Altamira, que já conta com 82% das obras executadas. A unidade será a pioneira no estado a oferecer o serviço de Terapia Renal Substitutiva (procedimentos que substituem as funções dos rins, como a hemodiálise) em uma policlínica pública, contando com 34 poltronas de atendimento. A estrutura também abrigará o Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (NATEA).

O que muda na prática

Na prática, os novos serviços reduzem o cansaço das viagens de longa distância na Transamazônica e aliviam o fluxo de pacientes no pronto-socorro. O morador do Xingu passa a realizar o ciclo completo de diagnóstico, exames e recuperação perto de casa, sem precisar migrar para grandes centros urbanos.

Abaixo, os principais investimentos estruturais na região:

  • Policlínica de Altamira: obras em 82% para receber diálise e atendimento a pessoas com autismo.
  • Hospital da Transamazônica: aporte de R$ 214 milhões para ampliar leitos de UTI e implantar hemodinâmica (exames cardíacos por cateterismo).
  • Hospital Municipal de Uruará: construção de nova estrutura hospitalar com 65% de execução.
  • Hospital Ana Nery (Porto de Moz): reforma em fase avançada com 84% de conclusão.

Para além dessas obras, o município de Medicilândia recebeu a ampliação concluída do hospital municipal e um novo posto de saúde na Agrovila Nova Fronteira, no quilômetro 80.

Segundo a diretora de Desenvolvimento das Redes Hospitalares da Sespa, Christielaine Venzel Zaninotto, a rede foi planejada de forma integrada. O objetivo é preencher lacunas históricas na assistência ambulatorial e garantir que o paciente do interior tenha o mesmo acolhimento digno oferecido nas metrópoles.

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