Semicondutores: Ceitec e chinesa negociam parceria para acelerar soberania tecnológica
Publicada em 14 de maio, 2026.
Atualizada em 14 de julho, às 06:00.
Semicondutores costumam ficar escondidos no dia a dia, mas são eles que fazem muita eletrônica “funcionar de verdade”. O que foi discutido no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) aponta para uma rota bem direta: usar uma conversa de parceria para dar tração à transferência tecnológica e aumentar o peso da Ceitec em cadeias globais ligadas a tecnologias críticas.
O encontro reuniu a ministra do MCTI, Luciana Santos, representantes da Ceitec e da empresa chinesa Global Power Technology. Também participou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O tema foi a produção de semicondutores.
A negociação, segundo a matéria, mira “ampliar capacidades industriais”, estimular inovação tecnológica e fortalecer a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor. Na prática, a leitura do Ministério é que essa parceria pode reposicionar a Ceitec como um ator brasileiro mais relevante nesse setor.
Sem mistério, para entender o que está em jogo: semicondutores são os chips, baseados em materiais como o silício, que regulam o fluxo de eletricidade em dispositivos eletrônicos. Ou seja, são a base de funcionamento de equipamentos ligados a usos variados, inclusive na área de energia e em aplicações industriais.
O acordo já vinha sendo preparado e é descrito como algo que deve ser firmado logo. E o apoio também aparece com outra frente: o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos vai colaborar com a construção da parceria, alinhado à ideia de que o Brasil precisa ganhar mais capacidade em um setor considerado central para a área digital.
O que muda na prática
Pensa em semicondutor como o “tijolo” que sustenta uma construção: você não repara nele toda hora, mas sem ele a obra fica capenga. O objetivo da articulação no governo é aproximar a conversa de tecnologia crítica do chão da indústria brasileira, com foco em soberania tecnológica.
Esse movimento entra no contexto da Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal voltada a impulsionar a indústria até 2033. Dentro dessa estratégia, a produção de semicondutores aparece conectada a duas metas: soberania tecnológica e redução da dependência externa.
- Transferência tecnológica: caminho desenhado entre a Ceitec e a Global Power Technology
- Capacidades industriais: intenção de ampliar produção e inovação no setor
- Prazo: acordo descrito como a ser firmado logo
- Direção da NIB: reforço de soberania tecnológica e redução da dependência externa
E daí pra mim? Se a parceria avançar e virar produção, a discussão sobre tecnologia crítica sai do nível abstrato e passa a mirar capacidade industrial concreta no Brasil.
