Política & Gestão

Hesitação vacinal: Mineiros buscam saída para aumentar vacinação

Profissionais de saúde de Minas Gerais se reúnem para traçar estratégias contra a falta de adesão às vacinas e impulsionar a imunização em todo o estado.

Publicada em 18 de junho, 2026.

Atualizada em 19 de junho, às 12:30.

Hesitação vacinal: Mineiros buscam saída para aumentar vacinação
Oficina em Patos de Minas debate estratégias para enfrentar a hesitação vacinal e ampliar cobertura de imunizaçãoSES Minas Gerais

Imagine que a vacinação é como um bolo. Para ele ficar gostoso e todo mundo querer um pedaço, precisa ter os ingredientes certos e o preparo direitinho, né? Pensando nisso, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), junto com a UFMG, juntou um pessoal fera em vacinas em Patos de Minas, nos dias 16 e 17 de junho. O papo foi sério: como fazer mais gente se vacinar e acabar com a hesitação.

A galera que trabalha com saúde é a linha de frente, mas eles mesmos apontaram os perrengues. Uma pesquisa da UFMG mostrou que o maior desafio é a falta de treinamento para esses profissionais, respondendo por quase 40% das queixas. Falta de gente pra trabalhar (quase 28%), desinformação (uns 10%) e estrutura precária também apareceram na lista.

Esses dados, mesmo que ainda não sejam o resultado final da pesquisa, já viraram o mapa da mina para a SES-MG. A ideia é usar essas informações para dar um gás na vacinação nos 853 municípios mineiros. "A gente precisa entender o que tá pegando pra poder consertar", explicou Sara Ribeiro, da Coordenação de Imunização da SES.

E não pense que a hesitação vacinal é só com o público. A professora Giselle Lima de Freitas, da UFMG, contou que até os próprios trabalhadores da saúde às vezes ficam com o pé atrás com algum imunizante, muitas vezes por falta de informação clara. "Por isso, a gente fica de olho no que funciona e troca ideia pra todo mundo aprender junto", disse.

Um exemplo que animou a turma foi o de Serra do Salitre. Tatiana Lana, que entende tudo de vacina por lá, mostrou como eles fizeram um trabalho massa de educação contínua com a equipe. Não parou por aí: eles arrumaram os registros no sistema, foram atrás de quem tava com a vacina atrasada e apertaram o passo em outras frentes.

O resultado? O município deu um salto! De um ano pro outro, as coberturas vacinais dispararam, passando de 100% pra maioria das vacinas do calendário nacional. É tipo a diferença entre um time que joga na raça e um que joga com a tática afiada.

A oficina reforçou que, pra vacinação bombar, não tem mistério: é treino constante pra quem aplica e troca de figurinhas entre os municípios que já acertaram a mão. Assim, a gente espanta a hesitação e garante a saúde de todo mundo.

A pesquisa da UFMG continua a todo vapor, ouvindo adolescentes, pais e os próprios profissionais pra entender de vez o que faz a galera ir ou não se vacinar. Se quiser dar uma força, os links pra participar tão aí:

Sua participação é voluntária e ajuda demais a ciência.

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