Política & Gestão

SUS de Sergipe reúne usuários e gestores para redefinir o atendimento público

O encontro estadual reúne as demandas da população para guiar as decisões sobre o futuro da saúde pública na etapa nacional.

Publicada em 28 de maio, 2026.

Atualizada em 2 de setembro, às 08:01.

SUS de Sergipe reúne usuários e gestores para redefinir o atendimento público
Saúde

Quando você vai ao postinho de saúde e encontra atendimento, isso não acontece por acaso. Por trás de cada vacina ou consulta, existe um planejamento detalhado.

A lógica é idêntica à de uma assembleia de condomínio (a reunião em que os moradores definem as regras e taxas do prédio): se as pessoas não participam das decisões, a administração define as regras sem saber onde estão os vazamentos ou o que o bloco realmente precisa.

Para garantir que o cidadão tenha voz ativa nessa gestão, o Conselho Estadual de Saúde de Sergipe (CES/SE) organizou, nesta quinta-feira, 28, o Encontro Estadual de Saúde – Etapa Sergipe.

O debate ocorreu em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Ministério da Saúde (MS). O objetivo é colher propostas locais para fortalecer a rede pública e preparar o estado para a 18ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), o principal fórum de políticas públicas do setor.

Nessa grande reunião, a mesa de debates contou com conselheiros, médicos, gestores e pacientes, como o usuário do SUS José Carlos Santos, representante do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Campo do Brito.

Segundo o vice-presidente do CES/SE, Ubiracy Suassuna, o encontro mobiliza a sociedade civil para debater melhorias estruturais. O conselheiro nacional de saúde, Luiz Anibal, reforçou que a população precisa defender seus direitos ocupando espaços em associações e sindicatos.

O evento também celebrou os 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde, marco histórico de 1986 que abriu os debates para toda a sociedade e serviu de base para a criação do SUS.

Para Marco Aurélio, diretor de Vigilância em Saúde da SES (o setor que monitora e controla os riscos epidemiológicos no estado), o momento assegura o protagonismo de quem realmente usa o sistema de saúde.

O que muda na prática

A voz ativa da comunidade define onde o dinheiro público será aplicado. Para José Ramix, membro da Assessoria de Participação Social e Diversidade (APSD) do Ministério da Saúde, a igualdade no atendimento depende diretamente da união entre os moradores e a gestão pública.

  • Público-alvo: Conselheiros, gestores, profissionais de saúde e usuários do SUS de Sergipe.
  • Foco do debate: Fortalecer o controle social (a participação ativa dos cidadãos na fiscalização e gestão dos serviços de saúde).
  • Meta principal: Gerar diretrizes e apontamentos para qualificar e ampliar o acesso à saúde no estado.

E o que você ganha com isso? Quando a população opina diretamente, as decisões sobre consultas e exames deixam de ficar restritas a teorias de gabinete e passam a resolver as demandas reais do seu bairro. É a oportunidade de definir as prioridades do seu condomínio de saúde.

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