Hospital de Conceição do Araguaia acelera pronto-socorro com novo método contra filas
Publicada em 28 de maio, 2026.
Atualizada em 1 de julho, às 14:03.

Pense na irritação de ficar parado na fila única do supermercado com apenas um chocolate na mão, esperando a pessoa da frente registrar o carrinho lotado da compra do mês inteiro. O fluxo trava para todo mundo por falta de divisão. Esse tipo de gargalo em atendimentos é exatamente o que o Hospital Regional de Conceição do Araguaia (HRCA) começou a eliminar na recepção de seu pronto-socorro.
A instituição de saúde finalizou, na última terça-feira (26), a etapa de encerramento do ciclo 10 do Projeto Colaborativo Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) Lean nas Emergências. Trata-se de uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde que ocorre em cooperação direta com o renomado Hospital Israelita Albert Einstein.
Para evitar que a triagem vire aquela fila do caixa travada, os colaboradores da unidade participaram do treinamento prático Table Top (simulação de cenários reais com picos de alta demanda de pacientes). Durante a dinâmica de aprendizado, a equipe testou na prática novas ferramentas organizacionais criadas para agilizar a triagem e organizar a entrada de quem busca socorro de forma inteligente.
A enfermeira Suellen Pina e o gestor Gustavo Rodrigues Cardoso explicaram que a simulação deixou nítido o contraste entre um pronto-socorro sem planejamento operacional e uma recepção que adota processos estruturados para acelerar todas as etapas de cuidado médico.
O que muda na prática
O paciente que precisa de atendimento emergencial passa a contar com um fluxo projetado para reduzir drasticamente o tempo de espera. Com o suporte técnico da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), a meta é diminuir a superlotação do hospital e garantir uma assistência humanizada no sul do estado. Para a rede pública e para a rotina do hospital, a mudança otimiza a ocupação de leitos e evita o esgotamento das equipes.
A reestruturação implementou três ferramentas organizacionais principais:
- Fast Track: Canaliza de forma rápida os casos de menor gravidade, impedindo o acúmulo desnecessário de pessoas na recepção.
- Profissional fluxista: Atua de maneira dedicada no monitoramento de entrada e saída, agilizando o trâmite dos pacientes no hospital.
- Sala de decisão médica: Acelera a conclusão do diagnóstico clínico e define com maior rapidez os próximos passos do tratamento.
