Queimaduras em idosos no Junho Laranja: CREASI alerta e prevenção salva
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 17 de julho, às 10:01.
Junho começa com cheiro de quentão e brincadeira, mas também é quando os sustos com queimaduras aparecem com mais força. No Junho Laranja, o CREASI (Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso) organiza ações de educação em saúde para pacientes e cuidadores na unidade, com foco em deixar claro o risco e as consequências desse tipo de acidente.
Na prática, queimadura costuma virar um problema grande porque traz dor, longos períodos de internação, sequelas e, nos casos mais graves, pode terminar em óbito. E, em época de festas juninas, o alerta pesa mais: é um período de pico para atendimentos emergenciais e internações.
Na Bahia, os levantamentos oficiais da Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) apontam que dezenas de casos por ano envolvem fogos de artifício e fogueiras. Nessas ocorrências, pessoas idosas aparecem com frequência como vítimas por fumaça ou por acidentes de proximidade. Mesmo quando não representam a maioria do total, os idosos concentram índices mais graves de letalidade e complexidade clínica.
Para enxergar esse impacto no sistema, dados epidemiológicos organizados a partir do DATASUS indicam que pessoas idosas somam cerca de 8,1% do total de internados por queimaduras em hospitais gerais e Centros de Tratamento de Queimados.
O ponto que ajuda a entender esse número é bem simples: a pele tem mais sensibilidade e o corpo tende a reagir mais devagar. Ou seja, perceber o calor e agir rápido pode ser mais difícil.
E pensa assim: é como mexer numa panela quente sem luva. No começo, o incômodo parece pequeno, mas o estrago aparece cedo. Com idosos, a diferença entre “um susto” e “um baita problema” pode estar justamente no tempo de resposta.
O que o CREASI faz com esse alerta
Dentro do SUS, o CREASI faz dinâmicas educativas para mostrar situações do dia a dia que levam a queimaduras, orientar como se prevenir e explicar o que fazer em caso de acidente. A equipe também abre espaço para dúvidas e para ouvir relatos.
Um dos formatos é o jogo “Pode ou Não Pode?”, que transforma o cotidiano em perguntas. A proposta é testar condutas como “Pode passar pasta de dente em cima da queimadura?” e “Pode colocar água corrente no ferimento?”.
- Público-alvo: pacientes e cuidadores acompanhados no CREASI
- Risco principal: queimaduras com impacto físico, emocional e social
- Onde o alerta mira: prevenção no dia a dia e orientação de conduta em acidentes
- Objetivo declarado: reduzir acidentes e consequências em pessoas idosas
No fim, a mensagem é direta e aterrissa na rotina: orientação antes do susto tende a diminuir o risco de queimadura por descuido e melhora a resposta imediata, para evitar que um acidente vire internação. Ou seja, é prevenção que chega antes do problema.

