Escoliose cedo: Hospital Otávio de Freitas orienta famílias no Junho Verde
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 10 de julho, às 06:01.
Junho Verde já começou, e tem um jeito bem prático de transformar ansiedade em plano: entender a escoliose quando ela ainda está no começo. É nesse espírito que o Hospital Otávio de Freitas (HOF) vai promover uma programação especial voltada para pacientes, familiares e acompanhantes na próxima segunda-feira (29/06), a partir das 8h, em frente ao refeitório do hospital.
O foco do encontro é ajudar as famílias a lidar com o dia a dia do tratamento. Ou seja, a ideia é que a conversa saia do “eu ouvi dizer” e vire “agora eu entendo e sei o que fazer quando aparecem sinais de alerta”. A programação inclui o Educa Escoliose com as Famílias, com troca de informações entre a equipe e os participantes.
Para dar base a essa orientação, o HOF também vai reunir palestras educativas sobre a escoliose, com destaque para sinais de alerta e para as possibilidades terapêuticas. E, pra deixar o momento mais leve, haverá comidas típicas juninas.
A fisioterapeuta do Ambulatório de Trauma do HOF, Carla Daher, reforça que o objetivo é envolver quem está perto do paciente ao longo de todo o percurso. Na prática, o evento serve para mostrar que existe assistência contínua e que o cuidado acompanha as diferentes fases da doença.
Carla Daher explica que a ação chama atenção para a dinâmica entre familiares e aponta caminhos que podem ir do acompanhamento conservador até etapas como uso de colete, passando por períodos como pré-operatório e pós-operatório. O ponto central é que, em cada fase, a fisioterapia entra com objetivos diferentes, conforme a necessidade do momento.
O que muda na prática
Escoliose é um desvio tridimensional da coluna vertebral. Ela pode aparecer em diferentes fases da vida, mas tem maior ocorrência na infância e na adolescência. O que pesa na decisão do cuidado é o timing: quando o diagnóstico acontece precocemente, o tratamento tende a ter mais chances de sucesso.
No evento, a orientação deve ajudar as pessoas a entender como o acompanhamento costuma ser conduzido, incluindo:
- Diagnóstico precoce: aumenta as chances de sucesso no tratamento
- Acompanhamento clínico: faz parte do cuidado ao longo do processo
- Coletes ortopédicos: alternativa em determinados casos
- Cirurgia: indicada em alguns casos, conforme avaliação
Pensa na escoliose como um “buraco” que vai piorando se ninguém olha cedo. Quando a família tem orientação na hora certa, fica mais fácil acompanhar o caminho com segurança, em vez de ficar só no medo do futuro. E daí pra você: quando chegar a hora de buscar orientação, você sabe por onde começar?
