Política & Gestão

Doenças crônicas em Sergipe: estado treina profissionais para mudar o foco do tratamento

Municípios começam a desenhar rotas de atendimento personalizadas para evitar que casos simples virem internações graves.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 11 de setembro, às 06:01.

Doenças crônicas em Sergipe: estado treina profissionais para mudar o foco do tratamento
Saúde

Cuidar da saúde antes que o corpo dê sinais de pane funciona como aquela revisão preventiva no carro: evita que você fique no prego no meio da estrada. Foi com essa mentalidade que médicos, enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) e representantes do Ministério da Saúde se reuniram para mudar a rota do tratamento de doenças crônicas em Sergipe.

O Seminário Estadual de Prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta quinta-feira, 26 de maio de 2026, quer preparar a rede de saúde para agir antes que os sintomas se agravem. Na prática, a ideia é ir além do diabetes e da hipertensão, incluindo também as doenças oncológicas (cânceres) no radar preventivo diário.

Em vez de apenas entregar a peça de reposição quando o motor já fundiu — que, na saúde, equivale a focar apenas no tratamento medicamentoso —, os profissionais discutiram como estruturar as chamadas linhas de cuidado (caminhos organizados que o paciente percorre no sistema de saúde, desde a primeira consulta até a reabilitação).

Segundo Ana Lira, diretora da Atenção Primária da SES, o objetivo principal é fazer com que os municípios atuem de maneira antecipada nos territórios. A referência técnica Laís Menezes complementou explicando que a saúde integral envolve acolhimento e escuta qualificada, e não apenas receitas de farmácia.

Durante o encontro, os profissionais aprenderam a teoria pela manhã e, à tarde, colocaram a mão na massa. Eles desenharam modelos de linhas de cuidado que agora serão adaptados e aplicados conforme a realidade de cada município sergipano.

O que muda na prática

Para quem depende do SUS em Sergipe, essa mudança de foco significa que o posto de saúde mais próximo de casa passará a acompanhar o paciente de forma contínua, mesmo que ele não sinta dores imediatas.

  • Foco do atendimento: Menos foco apenas na entrega de remédios e mais espaço para prevenção, escuta ativa e reabilitação.
  • Modelos locais: Cada município terá um plano adaptado à sua própria realidade de atendimento para organizar o fluxo do paciente.
  • Abrangência maior: O acompanhamento preventivo passa a incluir de forma integrada as doenças oncológicas, além de diabetes e hipertensão.
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